Mineradora Vale interdita estrada em Barão de Cocais por risco de deslizamento

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A mineradora Vale anunciou no último domingo (29) a interdição de um trecho da estrada da Cambota, localizada em Barão de Cocais, no Centro de Minas Gerais. A medida foi tomada em decorrência do risco de deslizamento próximo a um talude que está sendo estabilizado pela empresa. A interdição foi determinada após chuvas na região, e atende aos protocolos de segurança do Departamento de Estrada de Rodagem de Minas Gerais (DER).

De acordo com a Vale, o trecho interditado permanecerá fechado para o tráfego de veículos, mas segue liberado para os trabalhadores da mineradora e das empresas responsáveis pela obra de estabilização do talude. A segurança da área continua sendo monitorada constantemente.

A mineradora também garantiu que moradores de Barão de Cocais não serão prejudicados com a interdição. Um transporte alternativo será disponibilizado entre a comunidade de Água Limpa e o centro da cidade, assegurando que os residentes possam realizar seus deslocamentos sem maiores transtornos.

A convivência dos moradores com o medo de desastres em Barão de Cocais

A população de Barão de Cocais carrega um histórico de apreensão devido à proximidade com barragens da mineração. Em agosto de 2022, a barragem Sul Superior, da Vale, localizada na Mina de Gongo Soco, teve seu nível de emergência reduzido de 3 para 2, após a realização de investigações geotécnicas que comprovaram a estabilidade da estrutura.

No entanto, a preocupação persiste entre os moradores, especialmente após episódios como o de outubro deste ano, quando sirenes do sistema de emergência da Anglo Ashanti foram acionadas indevidamente pela sexta vez, gerando protestos da comunidade. Na ocasião, a mineradora afirmou que as barragens estavam seguras e estáveis, mas o episódio reforçou a tensão local.

Com essa interdição e os protocolos de segurança em vigor, a Vale segue monitorando a situação em Barão de Cocais, enquanto a comunidade aguarda mais garantias sobre a segurança das barragens e a estabilidade das áreas de risco.

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