Ânodo de nióbio: prevendo investimentos de R$ 2,2 bi, maior planta do mundo é inaugurada em Araxá

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Foi inaugurada nesta terça-feira (12), em Araxá, no Alto Paranaíba, a primeira unidade de fabricação em volume do mundo para a produção de ânodo de nióbio por meio de XNO. A tecnologia é utilizada em baterias de íon de lítio com carregamento ultrarrápido.

A nova planta foi desenvolvida pela Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), líder global na produção e comercialização de produtos industrializados de nióbio, em parceria com a Echion Technologies, empresa britânica reconhecida por inovações no segmento de baterias.

Conforme informado pela empresa, a nova instalação terá capacidade produtiva de 3 mil toneladas por ano para óxidos mistos para baterias, sendo que 2 mil toneladas são focadas na tecnologia XNO. O material de ânodo de bateria de nióbio da Echion é destinado a baterias de íon de lítio com carregamento ultrarrápido. A fábrica terá capacidade para fornecer o equivalente a 1GWh por ano de XNO a fabricantes de células em todo o mundo.

Produção de baterias a partir do nióbio

De acordo com o Governo de Minas, a inauguração da nova planta da CBMM é uma etapa importante do desenvolvimento produtivo do nióbio, que vai permitir a produção em escala industrial do fornecimento de óxidos para baterias. A CBMM celebrou um protocolo de intenções com o Estado para a inauguração da nova planta. O investimento previsto foi de R$ 2,2 bilhões, com expectativa de gerar mais de 130 empregos diretos.

A nova geração de baterias se caracteriza pela alta potência, recarga ultrarrápida e elevada durabilidade para atender as demandas da indústria automotiva. Toda a produção da nova planta será destinada aos clientes da Echion, localizados principalmente na Europa, além de América do Norte, América do Sul e partes da Ásia.

A CBMM estabeleceu uma meta de atingir 30% de sua receita proveniente de produtos não siderúrgicos até 2030. Anualmente, a companhia investe R$ 250 milhões em seu Programa de Tecnologia.

Essa parceria com a Echion é fundamental para maximizar o potencial de novos materiais, focando no desenvolvimento de ânodos que incorporam nióbio, aumentando a eficiência e a durabilidade das baterias.

Como parte de seu plano estratégico de crescimento, a CBMM objetiva atingir uma capacidade de 20 mil toneladas de óxido de nióbio para baterias até 2030.

“Na CBMM, esperamos um crescimento acelerado no setor de baterias nos próximos anos. Estamos orgulhosos de comemorar os frutos desta parceria que reforça nosso Plano de Sustentabilidade e se alinha às tendências globais de descarbonização e promoção da eletrificação. Essa inauguração é um marco na nossa história e permite que a CBMM continue transformando ciência em tecnologia, e tecnologia em negócios”, disse o CEO da CBMM, Ricardo Lima.

Fonte: Agência Minas

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