Anglo American intensifica recuperação de bacias hidrográficas

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A mineradora Anglo American anunciou nesta segunda-feira, 19 de junho, a conclusão do plantio de 102 hectares de árvores do Cerrado no município de Piranhas, em Goiás. A área equivale a, aproximadamente, 100 campos de futebol e foi contemplada pelo programa Juntos Pelo Araguaia. A iniciativa visa aumentar a produção e a disponibilidade de água na região e tem previsão para se estender a 38 municípios.

De acordo com a mineradora, o objetivo do programa é promover a recomposição de áreas florestais para preservação de nascentes e conservação do solo e da água na bacia do rio. A atividade fez parte do lote 1 e conta com investimentos da Anglo American sob coordenação do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad-GO). Já a execução é do Instituto Espinhaço.

Nessa fase do trabalho, 16 propriedades rurais foram envolvidas e serão monitoradas visando a manutenção das ações realizadas. Também foram levantados cercamentos das áreas onde ocorreram as intervenções, para evitar degradações. “Com esta parceria de engajamento entre diferentes agentes do território, buscamos também uma maior conscientização ambiental para que mais produtores rurais se sintam motivados a recuperar suas áreas de forma voluntária”, explica Tiago Alves, gerente de Meio Ambiente da Anglo American.

O apoio da Anglo American permanece com investimentos de R$ 22 milhões em um novo lote do programa. A expectativa é contribuir, nesta nova etapa, com a preservação de mais 296 hectares na região de Piranhas. “Considerado um dos maiores programas de revitalização de bacias hidrográficas do país, o Juntos Pelo Araguaia está integralmente alinhado ao nosso Plano de Mineração Sustentável, que busca, entre vários objetivos, o desenvolvimento de um meio ambiente saudável”, ressalta o diretor Técnico e Sustentabilidade da Anglo American no Brasil, Cristiano Cobo.

Rio Santo Antônio

Em Conceição do Mato Dentro, a Anglo American desenvolve um projeto de recuperação das nascentes localizadas na cabeceira do Rio Santo Antônio. Também realizada em parceria com o Instituto Espinhaço, a ação é voltada para recuperar 23 nascentes degradadas na cabeceira do rio e foi recentemente reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), sendo incluída como projeto de ecohidrologia da entidade.

O Santo Antônio, importante afluente do Rio Doce, é considerado o rio mais preservado da bacia do Doce e nasce no famoso Salão de Pedras, em Conceição do Mato Dentro. O projeto de recuperação de suas nascentes faz parte do Plano de Mineração Sustentável da mineradora e contempla a recuperação de cerca de 8 mil metros lineares de áreas de preservação permanente. A ação inclui cerceamento de terrenos, plantio de mudas nativas e monitoramento da vegetação.

De acordo com a mineradora, são realizadas ainda atividades para o desenvolvimento de uma rede que visa engajar lideranças locais com treinamentos em educação ambiental. Em outubro está prevista uma nova fase do projeto, com mais investimentos.

“As empresas de mineração estão praticando uma nova dinâmica nos territórios, atuando como indutoras de agendas sustentáveis. Esse é o futuro. Elas já contribuíam com o desenvolvimento econômico e agora entraram definitivamente na agenda do desenvolvimento sustentável. Isso tem impactos muito positivos para a sociedade. A Anglo American é um exemplo de como fazer uma agenda positiva de fortalecimento dos serviços ecossistêmicos”, conclui o presidente do Instituto Espinhaço, Luiz Cláudio Oliveira.

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