Vale vai realizar intervenções para corrigir falhas em drenagem de barragem em Ouro Preto

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A mineradora Vale apresentou à Agência Nacional de Mineração (ANM) uma proposta de intervenção para corrigir a falha identificada no sistema de drenagem da Barragem Forquilha III, na Mina de Fábrica, em Ouro Preto. Desde a segunda-feira (8) técnicos da agência reguladora fiscalizam a estrutura, com apoio de outros órgãos.

De acordo com a ANM, o plano consiste no tamponamento parcial do dreno com um filtro drenante. A mineradora deverá detalhar melhor o projeto, inserindo uma análise de risco e um plano de monitoramento para o período posterior à execução da correção, conforme definido a partir da fiscalização.

Por meio de nota, a Vale afirmou que “implementará as ações necessárias nos próximos dias e manterá as autoridades informadas a respeito”. A estrutura, de 77 metros de altura, armazena 19,4 milhões de metros cúbicos de rejeitos e está em processo de descaracterização, com previsão de conclusão em 2035.

Uma nota técnica elaborada pela consultoria Aecom informa que o dreno apresenta histórico de saída de material ao longo dos anos, mas a ocorrência atual “é inédita no sentido de que o material observado é distinto do verificado nas ocasiões anteriores, tratando-se, claramente, de material que contém minério de ferro em fração muito fina”.

De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a anomalia foi classificada pela própria Vale com a pontuação 10, “a mais grave possível”. O órgão recomendou à mineradora que mantenha a população informada, “de forma verídica, tempestiva e completa”, sobre os riscos e condições de segurança de Forquilhas III.

Vale assegura que estrutura não oferece riscos à população

A Vale informou que a anomalia foi encontrada em apenas um dos 131 dispositivos de drenagem da barragem e que os instrumentos de monitoramento não acusaram alteração nas condições da estrutura, monitorada 24 horas por dia.

Ainda conforme informado pela mineradora, a Zona de Autossalvamento (ZAS) está evacuada desde 2019 e que, em 2021, foi concluída a construção de uma estrutura de contenção capaz de reter os rejeitos, em caso de rompimento. As informações são do G1.

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