Usiminas solicita dissídio coletivo após impasse nas negociações com sindicato em Ipatinga para acordo coletivo 2024-2025

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A Usiminas protocolou um pedido de dissídio coletivo junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) na última segunda-feira (20), como alternativa para a conclusão do Acordo Coletivo de Trabalho 2024-2025, em Ipatinga. A medida ocorre após sucessivas tentativas de negociação com o sindicato da categoria, o Sindipa, sem que fosse possível chegar a um consenso entre as partes.

No dia 13 de janeiro, foi realizada uma reunião intermediada pelo MPT na sede do órgão, em Coronel Fabriciano, mas, ainda assim, as negociações não avançaram. Segundo a Usiminas, sua última contraproposta, que inclui um reajuste salarial de 5,17%, não foi sequer levada à assembleia dos trabalhadores para apreciação.

A empresa alega que as propostas foram recusadas repetidamente pelos representantes sindicais, que se negaram a realizar a assembleia para a votação.

Proposta da Usiminas e a divergência com o sindicato

A Usiminas defende que sua proposta de reajuste de 5,17% nos salários representa um ganho real em relação à inflação, além de incluir um aumento de 20% no valor do vale-alimentação e uma carga extra de R$ 600,00 no mesmo benefício.

A empresa ainda ressalta que esses valores estão alinhados ou são superiores às negociações feitas por outras siderúrgicas no Brasil, especialmente diante do contexto de desafios econômicos e da concorrência com produtos importados da China.

Diante do impasse, a Usiminas estendeu a data-base para o dia 31 de janeiro, na tentativa de continuar as negociações, mas agora com a mediação da Justiça do Trabalho. A empresa segue aberta à negociação, aguardando que o processo seja definido por meio da intervenção judicial, com o objetivo de alcançar uma solução que seja justa para ambas as partes.

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