Vale e Glencore negociam joint venture para projeto de cobre no Canadá

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A Vale anunciou nesta terça-feira que sua unidade de metais básicos está em negociações com a Glencore para a criação de uma joint venture destinada à produção de cobre no Canadá. O potencial projeto, localizado na Bacia de Sudbury, poderá gerar cerca de 880 mil toneladas do metal essencial para a transição energética ao longo de 21 anos.

Segundo a companhia, as duas mineradoras terão participação igualitária no empreendimento, que promete “sinergias significativas”. Os estudos detalhados de engenharia, licenciamento e consultas comunitárias estão previstos para 2026, enquanto a decisão final de investimento deverá ocorrer no primeiro semestre de 2027.

Aproveitamento de infraestrutura existente e metas de produção apresentadas a investidores

A proposta envolve aprofundar o poço de mina já operado pela Glencore na Nickel Rim South, além de desenvolver novas galerias para acessar depósitos de cobre adjacentes. O investimento estimado varia de US$ 1,6 bilhão a US$ 2 bilhões.

Por se tratar de uma região de geologia polimetálica, o projeto pode gerar, além do cobre, níquel, cobalto, ouro, metais do grupo da platina (PGMs) e outros minerais estratégicos.

O anúncio foi feito pouco antes do encontro anual da Vale com investidores, em Londres. Durante o evento, a mineradora informou suas projeções para 2026:

  • Cobre: 350 mil a 380 mil toneladas
  • Níquel: 175 mil a 200 mil toneladas
  • Minério de ferro: crescimento de até 3%

A empresa também reiterou que deverá atingir o limite superior das metas de produção para 2025 em minério de ferro, cobre e níquel.

Planos futuros para a unidade de metais básicos

Em 2023, a Vale Base Metals (VBM) vendeu 10% de participação para o fundo saudita Manara, movimento que reacendeu discussões sobre uma possível oferta pública inicial (IPO). Embora o IPO siga no radar, a companhia não descarta outras alternativas de longo prazo, como nova venda minoritária ou operações de fusões e aquisições.

Segundo o presidente da Vale, Gustavo Pimenta, o foco é ampliar a base de ativos especialmente em cobre e criar valor aos acionistas. “Poderíamos fazer outro acordo privado, poderíamos fazer um IPO… mas isso é algo que vamos decidir mais adiante”, afirmou. A ideia de listar os ativos de metais básicos em bolsa é avaliada pela Vale desde 2014.

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