Rodrigo Gonçalves Franco, ex-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), foi preso preventivamente na última quarta-feira (17) durante a deflagração da Operação Rejeito, conduzida pela Polícia Federal. A operação, que visa desmantelar uma organização criminosa que atuava no setor de mineração e licenciamento ambiental em Minas Gerais, revelou a participação ativa de Franco no esquema de corrupção.
Esquema de facilitação de licenciamento ambiental do ex-presidente da FEAM
De acordo com as investigações, Franco utilizava seu cargo na FEAM para facilitar licenciamento ambiental irregular em troca de pagamentos de propina. As apurações indicam que, em diversas ocasiões, o ex-presidente da fundação pediu dinheiro para agilizar a aprovação de projetos minerários, com o valor de R$ 500 mil sendo mencionado em uma das conversas obtidas pela PF. Essa prática ilegal visava beneficiar empresas de mineração em troca de vantagens financeiras para os envolvidos.
Após a coleta de provas, a Justiça Federal determinou a prisão de Rodrigo Gonçalves Franco, o afastamento imediato de suas funções e o bloqueio de seus bens. Ele é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e crimes ambientais, sendo considerado um dos principais nomes na rede de corrupção que vinha operando nos bastidores do setor minerário.
A Operação Rejeito já resultou em diversas prisões e apreensões, desarticulando uma rede que envolvia mais de 40 empresas e várias autoridades públicas. Com um bloqueio de bens estimado em R$ 1,5 bilhão, a operação segue como uma das maiores investigações sobre corrupção no setor de mineração, visando resgatar a transparência e o respeito às normas ambientais no estado de Minas Gerais.


