A Vale recebeu autorização ambiental para avançar com a implantação de uma nova planta industrial na Mina Fazendão, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. O empreendimento deve movimentar milhares de trabalhadores durante a fase de construção e ampliar a estrutura de processamento de minério de ferro da operação.
De acordo com documento da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), obtido pelo Mais Minas, estão previstas 3.603 novas contratações ao longo das obras. No período de maior demanda, o número de trabalhadores envolvidos na construção poderá chegar a 3.858.
A mineradora informou que pretende priorizar a contratação de moradores de Mariana e também de municípios próximos, como Ouro Preto, Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais.
Nova planta da Vale terá capacidade de 21,8 milhões de toneladas
O empreendimento foi projetado para processar até 21,8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. A estrutura poderá produzir, no mesmo período, até 12,6 milhões de toneladas de concentrado destinado ao abastecimento da indústria siderúrgica.
Além do impacto sobre a geração de empregos e a capacidade produtiva, a implantação da unidade envolve mudanças na área onde será instalada. O espaço diretamente afetado pelo projeto corresponde a 89,42 hectares.
Entre as intervenções previstas está a supressão de 340 árvores nativas isoladas. O projeto também contempla a canalização de aproximadamente 700 metros do córrego São Luís.
Projeto prevê medidas de compensação ambiental
Diante das intervenções previstas, a Vale apresentou medidas de compensação ambiental. Entre as propostas estão ações de recuperação de áreas degradadas e a doação de uma área localizada no Parque Nacional da Serra do Gandarela.
A autorização ambiental que permite o avanço do empreendimento foi publicada em 26 de setembro de 2026. Com a decisão, a empresa poderá dar sequência às etapas necessárias para a implantação da nova estrutura na Mina Fazendão.
O projeto reúne, assim, dois movimentos de impacto para a região: de um lado, a expectativa de milhares de oportunidades de trabalho e o aumento da capacidade de processamento; de outro, intervenções sobre o território que exigem medidas de compensação ambiental.


