A Itabira registrou uma retração relevante em sua arrecadação em 2025, impactada principalmente pela redução nas receitas provenientes da mineração e das transferências estaduais. Dados apresentados pelo secretário municipal de Fazenda, Gérson dos Santos Rodrigues, indicam que a queda nas entradas de recursos comprometeu o desempenho financeiro do município.
Somente a Compensação Financeira pela Exploração Mineral e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços deixaram de somar mais de R$ 80 milhões em relação ao que havia sido previsto no orçamento.
CFEM fica abaixo do esperado
Uma das principais fontes de receita de Itabira, a CFEM apresentou resultado inferior à projeção. A estimativa para 2025 era de R$ 191,5 milhões, mas o valor arrecadado ficou em R$ 164,1 milhões, gerando uma diferença de aproximadamente R$ 27,3 milhões.
Na comparação com 2024, quando o município arrecadou cerca de R$ 195,9 milhões, a queda é ainda mais evidente, com redução de R$ 31,7 milhões.
O cenário foi ainda mais expressivo em relação ao ICMS. A previsão orçamentária apontava para R$ 296,1 milhões em 2025, porém a arrecadação efetiva foi de R$ 241,2 milhões, o que representa R$ 54,9 milhões a menos que o esperado.
Em relação ao ano anterior, quando foram registrados R$ 303,6 milhões, a perda chega a R$ 62,4 milhões, ampliando a pressão sobre o caixa municipal.
Dependência da mineração acende alerta
Segundo o secretário, o resultado reforça uma preocupação recorrente da administração: a forte dependência de receitas ligadas à atividade mineral. Essa característica torna o município mais vulnerável às oscilações do mercado de commodities e eleva os riscos fiscais em períodos de instabilidade.
Diante do cenário, a gestão municipal aponta a necessidade de ampliar as fontes de arrecadação própria. Entre os principais desafios estão a atualização do cadastro imobiliário, o fortalecimento da fiscalização tributária e a modernização da legislação vigente.
O objetivo é reduzir a dependência de receitas externas e aumentar a sustentabilidade financeira do município nos próximos anos.


