Em sua participação na Exposibram 2025, o prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, abordou os desafios de planejar o futuro da cidade após décadas de dependência da mineração. Com mais de 80 anos de atividade mineral, Itabira se prepara para uma transição econômica com a diminuição das operações da Vale, e o prefeito ressaltou a importância de um planejamento estratégico de longo prazo para garantir a sustentabilidade e o crescimento da cidade.
Itabira e o desafio de diversificar a economia longe da mineração

Marco Antônio iniciou sua fala destacando o legado da mineração que, desde 1942, quando começou a abastecer a indústria bélica durante a Segunda Guerra Mundial, moldou profundamente a economia e o território de Itabira.
Apesar dos mais de 80 anos de atividade mineral, a cidade ainda depende fortemente da Vale, com mais de 80% da movimentação econômica ligada à mineradora. O prefeito enfatizou a necessidade urgente de diversificação econômica para que Itabira consiga fazer uma transição suave para um modelo econômico mais sustentável, que não dependa exclusivamente da mineração.
Em resposta a esse desafio, o prefeito apresentou o programa Itabira Sustentável, uma iniciativa que visa garantir legados concretos para o futuro da cidade, envolvendo não apenas o planejamento urbano, mas também a criação de fundos de desenvolvimento e diretrizes claras para diversificação econômica.
“Esse plano passa por todos os aspectos essenciais para uma cidade próspera no longo prazo. Não podemos mais depender de projetos isolados, como é comum em muitos municípios”, afirmou Marco Antônio, destacando a necessidade de um alinhamento estratégico e de uma visão integrada, similar às práticas de planejamento adotadas pelo setor privado.
Pensando a longo prazo: a visão do setor público
O prefeito ressaltou que um dos maiores desafios de Itabira e de outros municípios que dependem da mineração é a falta de expertise em planejar a longo prazo. Segundo ele, enquanto a iniciativa privada geralmente adota uma visão estratégica de longo prazo, os governos municipais enfrentam dificuldades em adotar a mesma abordagem. “O setor público precisa aprender a pensar de forma integrada e consistente, com planejamento que ultrapasse os ciclos eleitorais”, completou.
Ao final, Marco Antônio Lage enfatizou que o maior objetivo de sua gestão é garantir a independência econômica de Itabira, reduzindo sua dependência de um único setor e garantindo que o legado da mineração seja transformado em novas oportunidades para as próximas gerações. O planejamento de transição da cidade tem como meta criar um ambiente propício à inovação, ao desenvolvimento de novas indústrias e à formação de um mercado de trabalho mais diversificado e resiliente.
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