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Itabira investe em diversificação econômica com 61 projetos estruturantes e aposta em novos horizontes além da mineração

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A cidade de Itabira, marcada pela Mina Cauê, a primeira a ser explorada pela Vale em 1940, segue como um importante polo minerador. No entanto, o município está tomando medidas para diversificar sua economia e se preparar para o futuro, com o objetivo de atrair empresas de outros setores e reduzir a dependência da mineração.

Planejamento para o futuro da Mina Cauê e 61 projetos além da mineração

Apesar das projeções mais recentes da Vale, que descartam o encerramento das atividades na Mina Cauê até 2041, a cidade entende que precisa olhar além do horizonte mineral. Os documentos da mineradora indicam que a operação na mina continuará por pelo menos mais 16 anos, mas o planejamento de diversificação econômica já está sendo implantado para garantir que Itabira não dependa exclusivamente da mineração no futuro.

O prefeito de Itabira e presidente da Associação dos Municípios Mineradores (AMIG), Marco Antônio Lage, destacou a importância de ter um plano estratégico que considere o curto, médio e longo prazo.

Em entrevista à rádio Itatiaia, ele detalhou o programa Itabira Sustentável, que começou a ser implantado em 2021 com o apoio de uma consultoria internacional da Arcadis. A parceria envolve a Vale, a Prefeitura de Itabira e a sociedade civil, com o objetivo de ajudar a cidade a se organizar para os desafios futuros.

O resultado desse esforço conjunto é um plano com 15 eixos estratégicos e 61 projetos estruturantes que abrangem diversas áreas do desenvolvimento urbano. A cidade foca na mobilidade urbana, educação, capacitação, e na criação de um novo distrito industrial e condomínio industrial. Além disso, os eixos econômicos essenciais, como turismo, logística e educação, estão sendo trabalhados de forma integrada.

Um dos primeiros frutos desse programa foi a chegada da Faculdade de Medicina a Itabira, um marco para a cidade, que visa atrair novos profissionais e impulsionar o setor de saúde e educação. A cidade, que historicamente foi voltada para a mineração, agora busca criar um ambiente mais diversificado e sustentável para as gerações futuras.

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