Saúde do itabirano é mais uma vez colocada em risco por nuvem de poeira da mineração

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Como ocorre com frequência em municípios minerados, principalmente onde estão presentes minas urbanas, a população de Itabira voltou a sofrer na tarde desta segunda-feira (4) com a poeira decorrente de operações da mineração suspensa no ar. O problema foi verificado pela reportagem do CidadesMineradoras.com.br, aparentemente vindo a partir das minas Periquito ou Conceição.

A nuvem de poeira cobriu boa parte da região, nas imediações dos Bairro Areão, Pará e Vila Paciência e Vila Amélia. A poeira foi também em direção ao centro da cidade – considerada berço da exploração do minério de ferro – a exemplo do que já ocorreu em várias outras ocasiões (saiba mais).

Saúde em risco

No último dia 22 de novembro, o problema foi tema de uma audiência pública na Câmara de Itabira. Na ocasião, parlamentares e membros da sociedade civil fizeram mais uma cobrança para que medidas efetivas sejam tomadas para evitar o transtorno. Porém, representantes da Vale e do Ministério Público de Minas Gerais não enviaram representantes à sessão, embora tenham sido convidados, segundo os requerentes.

Foto: CM – Lançamento de poeira no ar por conta da mineração é problema recorrente no município

Além dos danos permanentes ao meio ambiente, os parlamentares itabiranos também debateram os riscos para a saúde pública com a recorrente emissão de partículas de mineração no ar. A representante da Secretária Municipal de Saúde na reunião, Fabiana Marques, lembrou que além dos males físicos, a situação também causa danos emocionais.

“As doenças respiratórias e cardiovasculares, oriundas de poluidores e do ar contaminado, causam feridas claramente identificáveis, mas os males psicológicos também são recorrentes e mais difíceis de serem identificados e tratados. Atualmente, desenvolvemos um trabalho muito sério junto ao Ministério Público sobre o que desse futuro iremos herdar. A Saúde trabalha com estudos para provar tudo o que dizemos aqui. Precisamos investir em geração de dados para comprovar o que, hoje, imaginamos ser uma realidade. A reportagem completa pode ser acessada por meio do link.

O outro lado

A Vale foi procurada por meio de sua assessoria de imprensa, mas ainda não se manifestou. Assim que houver resposta, a reportagem será atualizada.

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