A Câmara dos Deputados terá uma renovação de 35,67% a partir de 2027. Dos 513 parlamentares eleitos no último domingo (4), 183 vão exercer o primeiro mandato na Casa. Os deputados vão integrar a 58ª Legislatura, entre 1º de fevereiro de 2027 e 31 de janeiro de 2031.
De acordo com dados divulgados pela Câmara dos Deputados, 301 parlamentares foram reeleitos, o equivalente a 58,6% dos deputados que chegaram à atual legislatura como titulares ou suplentes posteriormente efetivados. Outros 29 ex-deputados que já exerceram mandato em legislaturas anteriores também retornarão à Casa.
O índice de renovação mantém uma proporção próxima à registrada nas últimas eleições. Em 2022, 39,3% das cadeiras foram ocupadas por deputados de primeiro mandato.
Mulheres ampliam presença na Câmara
A próxima legislatura também terá crescimento da representação feminina. Ao todo, 109 mulheres ocuparão cadeiras na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2027, alcançando pouco mais de 21% dos 513 parlamentares.
Apesar do avanço, a participação feminina permanece abaixo da proporção de mulheres na população brasileira.
Representação de pretos e pardos
Entre os eleitos, 135 deputados se autodeclararam pretos ou pardos, correspondendo a 26,3% das cadeiras da Câmara.
O número representa uma redução em relação à eleição de 2022, quando 139 parlamentares pretos e pardos foram eleitos.
Considerando todos os cargos disputados nas eleições de 2026, a base de candidaturas registrou mais de 10 mil candidatos autodeclarados negros.
Três indígenas são eleitos
A representação indígena também será menor na próxima legislatura. Três candidatos autodeclarados indígenas conquistaram cadeiras na Câmara: Paulo Guedes (PT-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (Psol-SP).
O grupo representará aproximadamente 0,58% das 513 cadeiras. Em 2022, cinco indígenas haviam sido eleitos deputados federais.
PL terá a maior bancada
O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada da Câmara dos Deputados na próxima legislatura, com 121 parlamentares.
Na sequência aparece a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 88 cadeiras. A Federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, conquistou 87 vagas.
PSD terá 43 deputados; Republicanos, 41; MDB, 36; Podemos, 27; PSB e Federação Psol/Rede, 15 cada; Federação PSDB/Cidadania, 11; Novo, 10; PRD/Solidariedade, 7; PDT, 6; Avante, 5; e Missão, uma cadeira.
A composição das bancadas terá influência direta na formação dos blocos partidários e na distribuição de espaços e funções dentro da Câmara durante a próxima legislatura.
Eleição registra recordes de votação
A eleição de 2026 também foi marcada por votações expressivas para deputado federal.
Nikolas Ferreira (PL-MG) foi reeleito com 3.119.318 votos e ampliou significativamente o resultado obtido em 2022, quando recebeu cerca de 1,47 milhão de votos.
Lucas Pavanato (PL-SP) também ultrapassou a marca dos 3 milhões, com 3.038.438 votos.
Entre as mulheres, Erika Hilton (Psol-SP) foi reeleita com 1.596.472 votos, alcançando a maior votação entre as candidatas eleitas para a Câmara dos Deputados.
A nova composição da Casa assume em 1º de fevereiro de 2027 e terá mandato até 31 de janeiro de 2031.


