Espírito Santo pode criar 25 mil empregos com minerais críticos até 2050

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O Espírito Santo tem potencial para transformar a expansão da cadeia de minerais críticos em uma nova frente de geração de empregos nas próximas décadas. A estimativa é de que cerca de 25 mil postos de trabalho possam ser criados no Estado até 2050, caso sejam atraídos investimentos em processamento mineral, fornecedores e novas unidades industriais.

A projeção é de Jaques Paes, executivo do setor de mineração e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), que aponta a necessidade de avançar além da extração para que o Espírito Santo consiga capturar uma parcela maior do valor gerado pelos minerais estratégicos.

Minerais críticos podem ampliar mercado de trabalho

O potencial capixaba está inserido em uma oportunidade de escala nacional. Um levantamento da Amcham estima que o Brasil poderia alcançar até 750 mil novos empregos e acumular R$ 192,1 bilhões de impacto no Produto Interno Bruto (PIB) caso avance no processamento de minerais e na utilização desses recursos pela indústria.

O resultado, porém, depende do nível de transformação alcançado pelo país. Em um cenário com menor agregação de valor aos minerais, a estimativa é de aproximadamente 304 mil novas vagas.

A diferença entre os cenários reforça a importância de desenvolver etapas industriais dentro do próprio país, em vez de concentrar a atividade apenas na produção e comercialização das matérias-primas.

Espírito Santo aposta em logística e indústria

Para o Espírito Santo, uma das principais vantagens está na estrutura já existente. A presença de portos, uma rede logística consolidada e uma base industrial pode facilitar a instalação de empresas ligadas ao processamento de minerais críticos e estimular o surgimento de novos fornecedores.

Nesse contexto, a fábrica da GWM em Aracruz aparece como um exemplo do potencial de atração de novas atividades industriais para o Estado. A instalação pode contribuir para ampliar o ambiente de negócios e gerar demanda para empresas fornecedoras, embora ainda não exista uma cadeia de minerais críticos oficialmente anunciada vinculada ao empreendimento.

A expectativa é que a combinação entre infraestrutura, indústria e investimentos consiga criar condições para que o Espírito Santo participe de etapas de maior valor agregado da cadeia de minerais críticos e amplie os efeitos econômicos do setor até 2050.

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