Rochas naturais brasileiras movimentam US$ 795 milhões e entram na pauta de audiência nos EUA

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O setor brasileiro de rochas naturais dará mais um passo na defesa de suas exportações para o mercado norte-americano. No próximo dia 6 de julho, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) participará de uma audiência pública em Washington, D.C., promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), para apresentar argumentos contra a possível aplicação de novas tarifas comerciais sobre os produtos brasileiros.

A iniciativa faz parte da estratégia adotada pela entidade para preservar a competitividade das empresas nacionais e reforçar a importância das rochas brasileiras para a indústria americana.

Rochas naturais brasileiras são tema de debate comercial nos Estados Unidos

A audiência integra a investigação conduzida pelo governo norte-americano com base na Seção 301 da legislação comercial do país. Após o encerramento do período destinado ao envio de manifestações por escrito, representantes de empresas, associações e entidades de diferentes segmentos foram convidados a defender seus posicionamentos presencialmente. Ao todo, 85 participantes foram habilitados para esta etapa.

Entre os principais pontos apresentados está o fato de que a maior parte das exportações brasileiras é formada por chapas semimanufaturadas, utilizadas por empresas dos Estados Unidos em processos de beneficiamento, distribuição e instalação. Além disso, a entidade ressalta que muitos dos materiais fornecidos pelo Brasil não possuem substitutos equivalentes no mercado internacional.

Exportações de US$ 795 milhões reforçam importância do setor

Em 2025, as vendas de rochas naturais brasileiras para os Estados Unidos alcançaram aproximadamente US$ 795 milhões, somando cerca de 587 mil toneladas exportadas. Os materiais são destinados principalmente à produção de bancadas para cozinhas e banheiros, revestimentos e aplicações em empreendimentos residenciais e comerciais de alto padrão.

A defesa apresentada pela Centrorochas também recebe apoio de importantes representantes da cadeia produtiva norte-americana, entre eles o Natural Stone Institute (NSI), além das empresas Pacific Shore Stones e Quality Marble & Granite. As organizações destacam que a adoção de tarifas pode elevar custos para a indústria da construção, afetar investimentos e comprometer a competitividade de empresas que dependem das rochas brasileiras.

Desde o anúncio das primeiras medidas tarifárias, em julho de 2025, a Centrorochas intensificou sua atuação junto a empresas, importadores, distribuidores e entidades dos Estados Unidos, buscando fortalecer o diálogo institucional e defender a permanência das rochas naturais brasileiras no principal mercado internacional do setor.

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