A Operação Rejeito, que investiga um esquema de liberação irregular de licenças ambientais no setor de mineração em troca de propina, foi suspensa desde que o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob a responsabilidade do ministro Dias Toffoli. O processo foi transferido para o STF após a descoberta de referências a senadores mineiros nos registros de um dos investigados. O andamento das investigações, que já resultaram na prisão de 17 pessoas, permanece indefinido.
Suspensão das investigações no setor de mineração e o encaminhamento ao STF
O caso chegou ao STF há cerca de um mês, após a Polícia Federal encontrar registros no celular de um dos detidos, com menções aos senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Carlos Viana (Podemos-MG). Embora as citações não tenham sido consideradas substanciais, a decisão de encaminhar o material ao Supremo foi tomada para evitar possíveis nulidades no processo, o que suspendeu o andamento da investigação e afetou a situação dos 17 detidos na operação, que inclui empresários, servidores públicos e ex-dirigentes da Agência Nacional de Mineração (ANM).
A Operação Rejeito investiga um esquema de corrupção envolvendo a liberação de licenças ambientais de forma irregular, com o pagamento de propinas a servidores públicos. A operação, conduzida pela Polícia Federal em Minas Gerais, já resultou na prisão de várias pessoas, incluindo empresários e funcionários de diferentes órgãos, além de ex-dirigentes da ANM, envolvidos no esquema de facilitação ilícita no processo de licenciamento.


