A Agência Nacional de Mineração (ANM) anunciou, em 14 de outubro de 2025, a paralisação de suas atividades devido ao bloqueio de R$ 5,9 milhões em recursos e um déficit orçamentário de R$ 3,2 milhões. A decisão foi formalizada em um ofício enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e terá um impacto significativo nas operações da agência.
ANM parada e os perigos no controle das barragens
Com a medida, mais de 200 barragens, que são responsáveis pela segurança e monitoramento das áreas mineradas, deixarão de ser fiscalizadas ainda este ano. Além disso, a interrupção afetará a luta contra o garimpo ilegal e travará novos pedidos de lavra, prejudicando projetos importantes em áreas como lítio, nióbio, cobre e terras raras. Esses minerais são essenciais para diversas indústrias, incluindo a de energia limpa e tecnologia, o que pode gerar consequências negativas para o mercado e o desenvolvimento econômico do país.
A paralisação das atividades da ANM coloca em evidência as dificuldades enfrentadas pela agência em relação ao orçamento e à necessidade urgente de um planejamento adequado para a continuidade da fiscalização e do controle sobre a mineração no Brasil.


