Importações de aço disparam 26% em 2025 e batem recorde histórico em maio

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As importações de aço seguem em ritmo acelerado no Brasil e atingiram, em maio deste ano, o maior volume já registrado na série histórica iniciada em 2013. Segundo dados divulgados pelo Instituto Aço Brasil, o país comprou 699,7 mil toneladas do insumo no mês — número que representa um salto de 24,8% em comparação com o mesmo período de 2024 e um avanço de 28,7% em relação ao mês anterior.

Boa parte desse aumento foi impulsionada pelo aço chinês, que representou 61,2% de tudo o que foi importado em maio, totalizando 428,5 mil toneladas. As compras vindas da China tiveram crescimento de 53,9% em apenas um ano, ampliando a participação do país asiático no mercado brasileiro em 11,6 pontos percentuais.

No ano, crescimento passa de 26% e China domina mais da metade das compras de aço

Com o acumulado de janeiro a maio, as importações totais de aço já somam 2,93 milhões de toneladas em 2025 — uma alta anual de 26,8%. A China se mantém como principal fornecedora, com 1,91 milhão de toneladas vendidas ao Brasil, respondendo por 51,9% do total. Em termos de volume, isso representa um aumento de 51,9% frente ao mesmo período de 2024 e um ganho de 10,8 pontos percentuais no market share.

Apesar dos esforços para conter o avanço das compras externas, as medidas adotadas até agora não surtiram o efeito desejado.

Cota-tarifa é renovada mesmo sem efeito prático

Desde junho de 2024, está em vigor no país o sistema de cota-tarifa — mecanismo que tenta proteger a siderurgia nacional por meio de limites de importação e sobretaxa de 25% sobre o excedente. A ideia era conter o excesso de aço estrangeiro no mercado brasileiro, mas o volume crescente mostra que a medida foi insuficiente.

Ainda assim, o governo federal decidiu renovar a barreira comercial por mais 12 meses. A renovação manteve os parâmetros anteriores, com uma margem extra de 30% baseada na média de importações entre 2020 e 2022. A novidade foi a ampliação da lista de produtos incluídos, que passou de 19 para 23 tipos de aço sujeitos à sobretaxa.

A indústria nacional argumenta que a medida, mesmo ineficaz até agora, é o mínimo necessário para evitar um colapso no setor diante da concorrência com países que praticam preços abaixo do mercado, especialmente a China. No entanto, o aumento contínuo das importações levanta dúvidas sobre a real efetividade das atuais políticas comerciais e a necessidade de ações mais robustas para garantir a competitividade da siderurgia brasileira.

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