Ministério da Saúde vai investir R$ 300 milhões na compra de medicamentos contra a dengue

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O Ministério da Saúde vai investir R$ 300 milhões na compra de medicamentos para o combate à dengue. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, nesta quarta-feira (20), durante entrevista coletiva concedida na sede do órgã, em Brasília.

Conforme divulgado pela ministra, o repasse será feito a estados e municípios para a compra de soro e demais medicamentos necessários no manejo clínico da doença. Dados da pasta apontam que, atualmente, 23 unidades federativas registram incidência da dengue, cada uma com variações importantes.

“Um tema muito importante são os medicamentos para dengue. Soro e outros medicamentos que são utilizados para salvar vidas, abordagem clínica, evitar os casos graves em tratá-los da maneira adequada”, disse a ministra, em entrevista coletiva, em Brasília.

“Estamos destinando, em portaria publicada hoje, R$ 300 milhões para estados e municípios fazerem especificamente a aquisição desses medicamentos”, complementou.

Ministério da Saúde aponta Minas como o segundo estado com mais mortes por dengue

Dados do último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde apontam 100 mortes causadas pela dengue já registradas em Minas Gerais, em 2024. O número só é menor do que o registrado no Distrito Federal, 109 mortes.

Até a última segunda-feira (18), Minas Gerais tinha 232.789 casos da doença confirmados e outros 372 óbitos estavam em investigação, segundo dados Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil já registrou, desde 1º de janeiro, 1.937.651 casos de dengue, sendo 16.494 casos de dengue grave ou com sinais de alerta. O coeficiente de incidência da doença no país, neste momento, é de 954,2 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Há ainda 630 mortes confirmadas por dengue e 1.009 em investigação.

Dados da pasta mostram que os idosos respondem pela maioria das mortes por dengue no país este ano. Na faixa etária dos 60 aos 69 anos, foram contabilizados 91 óbitos; entre 70 e 79 anos, 128 óbitos; e entre pessoas com 80 anos ou mais, 134 óbitos.

Atualizado às 16h33

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