A indústria siderúrgica do Espírito Santo ganhou força no mercado internacional em 2026 e ampliou tanto o valor das vendas quanto a variedade de produtos enviados ao exterior. Entre janeiro e julho, o setor movimentou US$ 969,8 milhões em exportações, cerca de R$ 5 bilhões, resultado 23,8% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.
Os dados fazem parte do Boletim da Indústria Capixaba (BIC), elaborado pelo Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e divulgado na quarta-feira (26).
Além do avanço financeiro, o volume embarcado aumentou 20,7%. A siderurgia respondeu por 16,4% de todas as exportações realizadas pelo Espírito Santo no período.
Chapas de aço ganham espaço enquanto placas continuam dominando
As placas de aço permanecem como principal produto da siderurgia capixaba no comércio exterior. De janeiro a julho, foram US$ 721,4 milhões em vendas, aproximadamente R$ 3,72 bilhões. O montante representa quase 75% de todo o valor exportado pelo segmento.
O movimento que chama atenção, porém, está em outros produtos siderúrgicos. As chapas de aço classificadas como laminados passaram a ocupar um espaço maior na pauta de exportações.
Somadas, quatro categorias de laminados analisadas pelo levantamento alcançaram US$ 62,6 milhões, o equivalente a cerca de R$ 322,5 milhões. Embora o valor ainda seja muito inferior ao obtido com as placas, o desempenho indica uma diversificação dos produtos comercializados pelas empresas capixabas.
Algumas categorias apresentaram saltos particularmente expressivos. Os laminados com espessura entre 4,75 e 10 milímetros tiveram alta de 823,3% nas exportações. Outros produtos laminados planos avançaram 754,8%, enquanto as chapas com menos de 3 milímetros cresceram 430%.
Europa, América Latina e Turquia ampliam compras do aço capixaba
O crescimento também ocorreu pelo lado dos destinos. Compradores da Europa, da América Latina e da Turquia aumentaram a aquisição de produtos siderúrgicos produzidos no Espírito Santo.
O resultado reforça uma mudança gradual no perfil das exportações do setor. Embora as placas continuem concentrando a maior parte da receita, o avanço dos laminados mostra que a indústria começa a conquistar espaço externo com uma cesta mais diversificada.
Com quase US$ 1 bilhão exportado apenas nos sete primeiros meses do ano, a siderurgia também ganhou peso dentro da balança comercial capixaba. O desempenho sinaliza um 2026 de maior presença internacional para o setor e abre espaço para que produtos de maior variedade ampliem sua participação nas vendas externas.


