Ibram participa de audiência pública na Câmara sobre investimentos no setor mineral

Publicado em

 

O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), representado pelo diretor de Relações Institucionais, Rinaldo Mancin, participou de audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (29),  organizada pela Frente Parlamentar da Mineração Sustentável (FPMin). O tema da sessão foi “Mecanismos de Financiamento para o Incentivo ao Investimento em Pesquisa Mineral”.

O debate teve o objetivo de ouvir experiências e coletar propostas e sugestões para aprimorar o Projeto de Lei 5424/23, de autoria do presidente da FPMin, deputado federal Zé Silva (Solidariedade/MG). A proposta estabelece normas para o incentivo ao investimento em pesquisa mineral.

Durante a audiência, o diretor do Ibram destacou que a indústria da mineração será cada vez mais ativa na agenda direcionada a promover a transição energética no país e que, diante do cenário, será fundamental ofertar mais minérios, em especial, os chamados minerais críticos, considerados essenciais para desenvolver novas tecnologias e atender a esta finalidade.

Para isso, segundo ele, é necessário estimular a pesquisa geológica. “Pouco se conhece do solo e do subsolo brasileiro. Apenas cerca de 4% do nosso território é mapeado em uma escala adequada”, explicou.

Mancin reforçou que isso só será possível em grande escala se houver criação de mais linhas de financiamento específicas para o setor mineral. Ele exemplificou o modelo utilizado no Canadá, de forma que o investidor consegue abater aportes do imposto de renda.

Foto: Arquivo – Mineração precisa de acesso a novas linhas de créditos e investimentos, segundo Ibram

Ibram sugere investimentos de longo prazo

No debate, o diretor do Ibram ainda lembrou que a realidade da mineração é um pouco diferente de outras atividades industriais, pois necessita de investimentos de longo prazo. Ele destacou a importância do Projeto de Lei 5424/23 que trata do tema e que, se aprovado, irá situar o Brasil em uma posição importante diante do mundo.

“O tempo de maturação dos projetos minerais se situa na faixa de 10 anos, por isso, a criação de novas linhas de crédito são fundamentais para esse tipo de investimento, além de preservar a segurança jurídica”, afirmou.

Matérias Relacionadas

Quase seis anos após retomada, Samarco registra maior volume trimestral de produção

A Samarco encerrou o terceiro trimestre de 2026 com produção de 4,3 milhões de...

AngloGold Ashanti conquista primeiro lugar em prêmio nacional de boas práticas na mineração

AngloGold Ashanti vence prêmio do IBRAM após 18 meses de testes com carregadeira elétrica em mina subterrânea, avanço na estratégia de descarbonização da mineração brasileira

Gerdau fica entre as 300 melhores empresas do mundo para trabalhar em ranking da Forbes

Gerdau alcança a 274ª posição no ranking global da Forbes de melhores empresas para trabalhar em 2026 e é a única siderúrgica brasileira da lista

Mulher usa pedra de âmbar como peso de porta por décadas e descoberta é avaliada em € 1 milhão

Uma pepita de âmbar de 3,5 quilos, usada como peso de porta por décadas na Romênia, foi avaliada em cerca de 1 milhão de euros e virou tesouro nacional

últimas Matérias

Mineração Rio do Norte investe em linha de transmissão de 98 km para reduzir emissões em 90% no Pará

Mineração Rio do Norte implanta linha de transmissão de 98 km em Oriximiná, no Pará, com expectativa de reduzir em 90% as emissões associadas à geração de energia.

Hydro já usou 279 mil toneladas de caroço de açaí para substituir carvão na Alunorte

Hydro já utilizou 279 mil toneladas de caroço de açaí na Alunorte e avança no uso da biomassa para reduzir o consumo de carvão mineral.

Mineradora australiana encontra concentração de terras raras acima das expectativas em Poços de Caldas

Adquirido por R$ 80 milhões, projeto em Minas Gerais apresenta resultados promissores, mas avanço para exploração comercial ainda depende de estudos técnicos e licenciamento ambiental

Reparação do Rio Doce soma R$ 82,6 bilhões desde 2015; Samarco apresenta balanço de indenizações e obras

Perto de completar dois anos, Novo Acordo registra mais de 648 mil pessoas indenizadas desde a tragédia, reconstrução de distritos em Mariana e avanços ambientais, mas ainda reúne compromissos a serem cumpridos