A BHP informou uma nova composição em sua estrutura de liderança, com mudanças que passam a valer a partir de julho de 2026. A principal alteração envolve a transferência de Emir Calluf para uma função global na companhia, enquanto Paulo Chung assume a liderança das operações jurídicas e de reparação da empresa no Brasil.
A movimentação ocorre em um momento de continuidade das ações relacionadas ao Novo Acordo do Rio Doce, que estabelece medidas de reparação após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana.
Novo Acordo do Rio Doce marca transição na BHP
Após atuar como presidente da BHP Brasil, Emir Calluf passará a ocupar o cargo de Chief Ethics, Compliance and Human Rights Officer, função global que será exercida na sede da empresa, em Melbourne, na Austrália.
Durante sua atuação no Brasil, Calluf participou das negociações que resultaram na homologação do Novo Acordo do Rio Doce, oficializado em novembro de 2024. O entendimento definiu um plano de reparação com duração de 20 anos e investimentos previstos de R$ 170 bilhões, envolvendo as consequências do rompimento da barragem de Fundão, pertencente à Samarco, empresa da qual a BHP Brasil e a Vale são acionistas.
Ao comentar esse processo, Calluf destacou a importância do entendimento firmado. “A assinatura do Novo Acordo foi um marco. Um plano de 20 anos e R$ 170 bilhões, construído por meio de diálogo, demonstra como se pode buscar soluções duradouras para desafios complexos”, afirmou.
BHP reforça compromisso com a reparação no Brasil
Com a nova estrutura, Paulo Chung passa a responder pela Vice-Presidência Jurídica e de Reparação da BHP Brasil, assumindo também o papel de principal representante da empresa no país.
Segundo Chung, a nova função fortalece o acompanhamento das ações previstas no acordo firmado para a reparação dos danos causados pelo desastre. “A execução do Acordo exige uma gestão robusta e estratégica, que esteja sempre presente, atenta e conectada à nossa realidade brasileira, fundamental para assegurar uma reparação abrangente e definitiva. Um acordo feito por nós brasileiros para os brasileiros”, concluiu.
A companhia ressaltou que seguirá atuando no Brasil em parceria com diferentes esferas do poder público, mantendo sua participação nas iniciativas ligadas à Samarco e às medidas de reparação. A empresa também reafirmou o compromisso com um modelo de mineração que concilie responsabilidade ambiental, desenvolvimento econômico e sustentabilidade social.


