Rio Doce recuperou qualidade da água após quase 11 anos do desastre de Mariana, afirma BHP

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Quase 11 anos depois do rompimento da barragem de Mariana, em Minas Gerais, a qualidade da água do Rio Doce voltou aos níveis registrados antes da tragédia, segundo informou a BHP Brasil. A declaração foi feita pelo vice-presidente Jurídico e de Reparação da companhia, Paulo Chung, durante o CNN Talks: Nova Era da Mineração, realizado nesta terça-feira (30), em São Paulo.

Ao abordar o processo de recuperação da bacia do Rio Doce, o executivo afirmou que as ações conduzidas pela empresa têm como foco garantir uma reparação ampla, duradoura e baseada nos compromissos assumidos após o desastre ambiental de 2015.

Rio Doce é destaque nas ações de reparação ambiental

Durante o evento, Chung destacou que a empresa trabalha para cumprir integralmente as medidas previstas no novo acordo de reparação, defendendo que o compromisso firmado representa o caminho mais adequado para atender às comunidades afetadas e promover a recuperação ambiental da região.

Segundo ele, a prioridade sempre foi desenvolver um processo capaz de gerar resultados permanentes. “A execução de forma responsável do acordo é o melhor caminho, e que a reparação, com o novo acordo do Rio Doce, é ‘integral, justa e o objetivo é de que seja sustentável’.”

O representante da mineradora também afirmou que os indicadores atuais apontam que a água do Rio Doce voltou ao padrão de qualidade existente antes do rompimento da barragem.

Tragédia de Mariana deixou 19 vítimas e atingiu o Rio Doce

O rompimento da barragem de rejeitos ocorreu em 5 de novembro de 2015, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG). O desastre provocou a morte de 19 pessoas e lançou aproximadamente 40 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração na bacia do Rio Doce.

A lama percorreu centenas de quilômetros, atravessando municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo até alcançar o Oceano Atlântico, sendo considerado um dos maiores desastres ambientais da história do Brasil.

Desde então, governos, empresas e instituições envolvidas desenvolvem programas voltados à recuperação ambiental, indenizações e reconstrução das áreas impactadas.

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