Um acordo financeiro internacional colocou o Brasil no centro da disputa global por terras raras. A Serra Verde, com operação em Minaçu, recebeu um financiamento de US$ 565 milhões da US International Development Finance Corporation (DFC), que inclui պայմանamentos estratégicos sobre o destino da produção mineral.
Financiamento garante influência dos EUA sobre destino das terras raras
De acordo com Conor Coleman, chefe de investimentos da instituição, o acordo prevê mecanismos que asseguram prioridade para os Estados Unidos e países alinhados.
Segundo ele, “tinha controles de offtake garantindo que [os metais] fossem para os Estados Unidos e partes alinhadas aos EUA”.
Ainda conforme o executivo, a capacidade de direcionar a comercialização dos minerais foi diretamente vinculada ao financiamento concedido à mineradora.
Mina no Brasil ganha relevância estratégica global
A operação da Serra Verde na mina Pela Ema tem despertado interesse internacional por uma razão estratégica: trata-se de uma das poucas fontes de terras raras pesadas fora da China, que domina esse mercado globalmente.
Entre os principais elementos extraídos estão o disprósio e o térbio, minerais considerados essenciais para a fabricação de tecnologias avançadas, como equipamentos eletrônicos, sistemas de energia e componentes industriais de alto desempenho.
O cenário evidencia o aumento da competição global por minerais estratégicos, especialmente aqueles fundamentais para inovação tecnológica e transição energética.
Com reservas relevantes e projetos em expansão, o Brasil passa a ocupar posição cada vez mais relevante nesse mercado, atraindo investimentos e acordos internacionais de grande porte.


