O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, formalizou um acordo estratégico com representantes dos Estados Unidos para ampliar a cooperação no setor de minerais críticos. O memorando foi assinado em São Paulo ao lado de Gabriel Escobar, representante da embaixada norte-americana, e estabelece bases para parcerias em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento industrial.
A iniciativa é considerada pelo governo estadual como um dos movimentos mais relevantes já realizados na área mineral, com potencial de reposicionar Goiás na cadeia global de valor.
O acordo busca ir além da extração mineral, incentivando o avanço tecnológico no processamento de terras raras. A proposta é reduzir a dependência externa e permitir que o estado avance na industrialização desses recursos estratégicos.
A meta é transformar Goiás em um polo capaz de produzir materiais com maior valor agregado, incluindo etapas industriais hoje dominadas por países asiáticos.
Cinco eixos estruturam parceria estratégica
O memorando está organizado em cinco frentes principais. A primeira envolve o mapeamento do potencial mineral, com apoio técnico e cooperação científica entre os dois países.
A segunda frente trata da criação de um ambiente de mercado mais aberto e competitivo, facilitando investimentos e promovendo integração com fornecedores internacionais de tecnologia.
Já o terceiro eixo foca na melhoria do ambiente regulatório, com medidas voltadas à transparência e segurança jurídica para atrair capital estrangeiro.
O quarto pilar prioriza a capacitação técnica e institucional, aproximando governo, universidades e empresas para fomentar inovação.
Por fim, o quinto eixo prevê a instalação de uma cadeia industrial completa em Goiás, incluindo processamento, metalurgia e fabricação de produtos finais como ímãs permanentes.
Goiás já concentra produção relevante de minerais críticos no país
Atualmente, o estado abriga a única operação comercial de terras raras em atividade no Brasil, conduzida pela Serra Verde, localizada em Minaçu.
Outras regiões também ganham destaque. Em Nova Roma, projetos voltados ao processamento mineral devem movimentar cerca de R$ 2,8 bilhões e gerar milhares de empregos. Já em Iporá, há previsão de investimentos privados para exploração de grandes reservas.
Produção inclui minerais estratégicos para a indústria global
No norte goiano, a atividade mineral já contempla elementos essenciais para tecnologias modernas, como neodímio, térbio, disprósio e praseodímio — insumos fundamentais para setores como energia limpa, eletrônicos e mobilidade elétrica.
Com o avanço do acordo internacional, a expectativa é que Goiás e o Brasil deixem de atuar apenas como fornecedores de matéria-prima e passem a ocupar posição mais estratégica no mercado global.


