Prefeito de Mariana acompanha início da 2° fase do processo contra a BHP em Londres

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O prefeito de Mariana, Juliano Duarte, viajou para Londres essa semana para acompanhar de perto o início da segunda fase do processo judicial movido contra a mineradora BHP na Corte inglesa. A ação busca reparação pelos danos causados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em 2015, que se tornou um dos maiores crimes ambientais da história do Brasil.

A primeira fase do processo, considerada histórica, resultou no reconhecimento da responsabilidade da BHP através da Samarco, mas agora o foco está na quantificação dos prejuízos causados pela tragédia.

O que está em jogo na segunda fase do processo contra a BHP

A segunda fase do processo judicial tem como objetivo definir o valor das indenizações que serão pagas à cidade de Mariana, seus moradores e as empresas afetadas pelo desastre. A Prefeitura de Mariana explicou que a cidade não foi contemplada no acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que motivou a decisão de continuar a busca por justiça fora do Brasil.

O prefeito Juliano Duarte afirmou que a cidade, ainda marcada pelos danos ambientais, sociais e econômicos, segue firme em sua luta por uma compensação justa.

O impacto do rompimento da barragem de Fundão

O rompimento da barragem de Fundão, em 2015, causou um impacto devastador para milhares de famílias da região. A tragédia afetou profundamente o meio ambiente, a economia local e, especialmente, a vida dos moradores de Mariana.

Mesmo com o reconhecimento da responsabilidade da BHP, a cidade ainda sofre as consequências desse desastre, e a luta por justiça continua a ser uma prioridade para o prefeito e sua administração.

Juliano Duarte expressou o peso da responsabilidade que carrega como representante de Mariana, afirmando: “Pela primeira vez na história, a BHP, a maior mineradora do mundo, foi responsabilizada pelo rompimento da barragem de Fundão — uma tragédia que marcou para sempre Mariana e se tornou o maior crime ambiental do Brasil.”

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