MPF e ANM iniciam fiscalização em mineradora após denúncias de impactos em rios de terra indígena
MPF e ANM vão fiscalizar empreendimento minerário em Presidente Figueiredo para investigar possíveis impactos ambientais em rios da Terra Indígena Waimiri-Atroari. Relatório técnico será entregue em até 15 dias

Órgãos federais irão realizar uma inspeção técnica em uma área de mineração localizada no Amazonas após relatos de possíveis alterações ambientais em cursos d’água que atravessam uma terra indígena. A ação foi definida para verificar denúncias relacionadas à qualidade da água e a registros de mortes de animais em áreas próximas ao empreendimento.
A vistoria envolverá representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Agência Nacional de Mineração (ANM), que irão analisar estruturas operadas pela Mineração Taboca S.A. no município de Presidente Figueiredo.
Fiscalização ambiental vai avaliar situação de rios em área indígena
A apuração está concentrada em possíveis impactos sobre o igarapé Jacutinga e os rios Tiaraju e Alalaú, localizados na Terra Indígena Waimiri-Atroari. Lideranças locais e moradores relataram mudanças nas condições da água, o que motivou o acompanhamento do caso pelos órgãos responsáveis.
Durante a inspeção, técnicos da ANM deverão examinar sistemas de drenagem, estruturas de contenção e outros componentes ligados à operação da unidade de Pitinga. O objetivo é identificar se existe alguma relação entre as atividades minerárias e os efeitos apontados nas denúncias.
A definição da fiscalização ocorreu após uma reunião realizada em Manaus entre representantes do MPF e especialistas da agência reguladora.
Terra Indígena Waimiri-Atroari será alvo de análise técnica durante estiagem
A escolha do período para a vistoria não foi por acaso. Segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal, a inspeção será realizada durante a estiagem, momento considerado mais adequado para avaliar as condições das estruturas antes da chegada do período de chuvas mais intensas na região.
Após a conclusão dos trabalhos de campo, a Agência Nacional de Mineração deverá elaborar um relatório técnico detalhando as constatações da fiscalização. O documento deverá ser encaminhado ao MPF em até 15 dias após a inspeção.
Posicionamento da empresa
A assessoria de imprensa da Mineração Taboca entrou em contato com o Cidades & Minerais e enviou a seguinte nota:
