A possível venda da mineradora Serra Verde, localizada em Minaçu, no estado de Goiás, para a empresa norte-americana USA Rare Earth por US$ 2,8 bilhões sinaliza uma mudança significativa no futuro econômico da cidade. O movimento é visto como um marco inicial de uma nova fase de crescimento, que pode transformar o município em um dos principais polos da mineração no Brasil nos próximos anos.
A expectativa é que Minaçu ganhe destaque especialmente na produção de minerais voltados para tecnologias avançadas, setor estratégico que tende a crescer globalmente. Esse cenário, no entanto, também traz a necessidade de investimentos em infraestrutura para acompanhar a expansão da atividade e suportar o desenvolvimento regional.
Minaçu pode se tornar potência da mineração no Brasil
Apesar do cenário promissor, a realidade atual ainda é de crescimento gradual. A cidade não depende fortemente da arrecadação proveniente da mineração, já que a operação comercial da mina Pela Ema começou apenas em 2024 e segue em fase de expansão produtiva, conhecida como ramp-up.
Nesse estágio, a produção ainda não atingiu seu potencial máximo, o que impacta diretamente o volume de receitas geradas e, consequentemente, os repasses ao município.
Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) mostram que, em 2024, Minaçu arrecadou cerca de R$ 6,85 milhões em Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). O valor representa aproximadamente 3,3% da arrecadação total da cidade, indicando que a mineração ainda ocupa uma fatia pequena no orçamento municipal.
Na prática, os repasses mensais variaram entre R$ 294 mil e R$ 819 mil ao longo do ano, números considerados modestos diante do potencial que o setor pode atingir no futuro próximo.
Com a consolidação das operações e a entrada de novos investimentos, a tendência é que Minaçu amplie significativamente sua participação no cenário minerador nacional, podendo alcançar um novo patamar econômico até o fim da década.


