Impactos da lama de rejeitos em Mariana continuam a afetar a saúde da região do Rio Doce após 10 anos

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A tragédia do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, Minas Gerais, completa uma década, mas seus efeitos devastadores ainda são sentidos em diversas áreas. Um estudo recente revelou que a lama de rejeitos continua a avançar sobre o estuário do Rio Doce, afetando profundamente o ecossistema e a saúde de quem vive nas regiões impactadas.

A  pesquisa, conduzida pela engenheira agrônoma Amanda Duim Ferreira, em colaboração com pesquisadores da USP (Esalq) e da Ufes, descobriu concentrações alarmantes de metais pesados em alimentos cultivados em áreas contaminadas pela lama da barragem.

Estudo e suas descobertas da lama de rejeitos em Mariana na região do Rio Doce

Realizado em 2021, mas com um histórico de monitoramento iniciado em 2015, o estudo focou na análise de alimentos cultivados em pequenas plantações de subsistência nas zonas de Regência, em Linhares, no Espírito Santo. Essas áreas foram tomadas pela lama ou inundadas pelo Rio Doce após o desastre.

Durante a pesquisa, foram coletados alimentos típicos dessas pequenas comunidades, como bananas, mandioca e polpa de cacau. Os resultados mostraram que esses produtos apresentam concentrações preocupantes de metais pesados, como arsênio e mercúrio, substâncias altamente tóxicas para a saúde humana.

Esses achados levantam sérias questões sobre a segurança alimentar na região, já que muitos moradores dependem dessas plantações para a subsistência diária. As altas concentrações de metais pesados nos alimentos podem representar riscos à saúde das populações que consomem esses produtos regularmente. Além disso, o impacto ambiental segue em expansão, com a lama de rejeitos afetando tanto o solo quanto os corpos d’água da região, comprometendo a biodiversidade e a qualidade da água.

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