Nesta segunda-feira (23), teve início uma etapa crucial no processo judicial relacionado ao desastre da barragem de Brumadinho, com a realização das primeiras audiências na Justiça Federal. O rompimento da Mina Córrego do Feijão, ocorrido em janeiro de 2019, é considerado um dos piores desastres ambientais e humanos da história do Brasil, com 272 vítimas fatais e danos irreparáveis ao meio ambiente.
A audiência de abertura foi realizada no Tribunal Regional Federal da Sexta Região, em Belo Horizonte, e contou com o depoimento das primeiras testemunhas do caso.
Nova fase do julgamento da tragédia de Brumadinho: 17 réus enfrentam 76 audiências por desastres e negligência
Este processo, que promete ser longo e complexo, conta com 17 réus, entre eles a mineradora Vale, a empresa alemã Tüv Süd, e 15 ex-executivos e funcionários das empresas envolvidas no rompimento da barragem. O objetivo das audiências, que se estenderão até maio de 2024, é analisar as provas e os depoimentos que podem levar à definição das responsabilidades civis e administrativas pelos danos causados. A sociedade e, principalmente, os familiares das vítimas, acompanham de perto o andamento dos trabalhos, esperando por justiça e responsabilização.
O processo conta com um cronograma de 76 audiências que ocorrerão às segundas e sextas-feiras, com foco na análise de provas que podem determinar os culpados pela tragédia.
Em nota, a “Vale reafirma seu respeito às vítimas, familiares e comunidades atingidas e reitera seu compromisso com a reparação integral dos danos. A empresa não comenta ações judiciais em andamento”.


