A cidade de Itabirito encerrou o ano de 2025 com uma significativa redução na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). O município arrecadou cerca de R$ 265 milhões, o que representa uma diminuição de R$ 52 milhões em comparação à média anual dos últimos três anos, que girava em torno de R$ 318 milhões. Essa queda de aproximadamente 20% é um reflexo da tendência de retração observada no setor mineral de Itabirito desde 2021.
O auge da arrecadação em Itabirito e a queda subsequente
Em 2021, o município experimentou o auge da arrecadação da CFEM, quando os repasses mais que dobraram, saltando de R$ 254 milhões para R$ 522 milhões, impulsionados por um período de expansão da mineração.
Este crescimento expressivo foi considerado um pico na história recente da cidade, que se beneficiou de uma maior atividade no setor mineral. No entanto, o panorama mudou nos anos seguintes, quando os repasses começaram a cair, sinalizando uma desaceleração nas operações e ajustes no setor.
Fatores que influenciam a queda na arrecadação
A redução de 20% nos repasses da CFEM em 2025 é atribuída a uma série de fatores, tanto em Itabirito quanto no cenário nacional. A indústria mineral no Brasil tem enfrentado desafios, incluindo a oscilações nos preços das commodities, mudanças na demanda e até questões regulatórias que afetam as operações das empresas.
Além disso, a cidade tem observado um movimento de reestruturação nas atividades mineradoras, com algumas empresas enfrentando dificuldades para manter o ritmo de produção.
Apesar da queda, o município segue sendo um importante polo de arrecadação devido à sua proximidade com grandes minas, e espera-se que, com novas estratégias e ajustes, a situação possa se estabilizar nos próximos anos.


