O mercado brasileiro de terras raras segue atraindo a atenção de investidores e instituições financeiras diante da crescente demanda mundial por minerais críticos. Um dos projetos em desenvolvimento no Sul de Minas Gerais prevê investimentos de US$ 420 milhões e busca consolidar a região como um importante fornecedor para a cadeia global de tecnologias voltadas à transição energética.
As perspectivas para o empreendimento foram apresentadas por Túlio Rivadávia, CEO da Cabo Verde Mineração, durante entrevista a CNN Brasil. O executivo detalhou o estágio das negociações para viabilizar o financiamento do projeto e os próximos passos para sua implantação.
Terras raras impulsionam negociações com bancos internacionais
De acordo com Túlio Rivadávia, a empresa mantém tratativas avançadas com instituições financeiras da Europa para estruturar os recursos necessários ao desenvolvimento do projeto. O investimento estimado em US$ 420 milhões deverá impulsionar a produção de terras raras e fortalecer a presença do Brasil em um mercado considerado estratégico para diversos setores da indústria.
Com a expansão do empreendimento, a expectativa é que o Sul de Minas Gerais amplie sua relevância no fornecimento de minerais utilizados na fabricação de equipamentos de alta tecnologia, veículos elétricos, turbinas eólicas e outros produtos ligados à nova economia.
BNDES é visto como parceiro estratégico para o projeto
Além das negociações com bancos internacionais, a Cabo Verde Mineração também mantém conversas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo Rivadávia, a participação da instituição pode representar um passo importante para garantir que o controle do projeto permaneça em mãos brasileiras.
Na avaliação do executivo, uma parceria com o banco de fomento contribuiria não apenas para viabilizar financeiramente o empreendimento, mas também para fortalecer a posição do Brasil em um segmento considerado cada vez mais estratégico no cenário global de minerais críticos.


