A venda da única mina de terras raras em operação no Brasil reacendeu uma forte discussão sobre soberania mineral e o controle de recursos estratégicos que podem definir o futuro econômico do país. O caso ganhou ainda mais repercussão após duras críticas da deputada federal Duda Salabert, que classificou a situação como uma entrega do patrimônio nacional ao capital estrangeiro.
As terras raras são consideradas peças-chave para a indústria moderna e estão diretamente ligadas à produção de carros elétricos, chips, baterias, turbinas eólicas, celulares e equipamentos de alta tecnologia. Mesmo com esse potencial bilionário, o Brasil pode continuar apenas assistindo à exploração dessas riquezas sem protagonismo real.
Terras raras viram alvo internacional e levantam alerta no Brasil
Com o crescimento da corrida global por minerais estratégicos, países disputam o controle dessas reservas para garantir independência tecnológica e vantagem econômica. No Brasil, porém, a discussão ganhou contornos mais tensos após a venda da mineradora Serra Verde, em Goiás, para o capital norte-americano.
Segundo Duda Salabert, a negociação representa mais do que uma simples operação empresarial: seria a perda direta do comando sobre recursos essenciais para o desenvolvimento nacional.
“O Brasil está sentado sobre uma das maiores riquezas do século XXI… e pode não decidir o destino dela.O Brasil está sendo saqueado, roubado e entregue. Veja, a única mina de terras raras do Brasil foi vendida para o capital estadunidense. Ou seja, o governo norte-americano, através de uma empresa norte-americana, controla os minerais estratégicos para o desenvolvimento do Brasil.”
Ela também criticou o destino da produção mineral e afirmou que os lucros não permanecerão no país. “Vão moer nossas montanhas e o lucro vai para os Estados Unidos, reforçando a lógica colonial.”
Projeto quer impedir que minerais estratégicos saiam do controle brasileiro
Diante da repercussão, a parlamentar anunciou a apresentação de um projeto de lei para criar o Programa Nacional de Soberania Mineral, além da proposta da Política Nacional de Minerais Estratégicos.
A intenção é endurecer as regras sobre a exploração de terras raras e impedir que minerais considerados essenciais fiquem sob domínio estrangeiro. Pela proposta, o controle dessas operações deveria permanecer exclusivamente com empresas brasileiras e sócios nacionais.
“Para evitar que esse absurdo continue sendo replicado no Brasil, estou protocolando um projeto de lei para a criação de um Programa Nacional de Soberania Mineral. Nele, o controle sobre os minerais estratégicos tem que ser do Brasil. A empresa e os sócios da empresa têm que ser brasileiros.”
O debate agora expõe uma questão delicada: até que ponto o Brasil continuará exportando riqueza bruta enquanto o valor agregado e o lucro seguem para fora do país.
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