Após meses de intensos debates, o governo de Minas Gerais obteve autorização da Assembleia Legislativa do Estado (ALMG) para avançar com o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O projeto de lei foi aprovado na quarta-feira (17), com 53 votos a favor e 19 contrários, pondo fim a uma série de discussões que dominaram o cenário político mineiro nos últimos meses.
Aprovação histórica para privatização da Copasa após longa votação
A votação, que se estendeu por cerca de 9 horas, marcou um momento decisivo na trajetória da Copasa, empresa pública que atende milhões de mineiros. A base do projeto já havia sido aprovada, e o placar final de 53 votos favoráveis superou o resultado do primeiro turno, quando o governo estadual obteve 50 votos a favor e 17 contra. A aprovação da privatização é considerada um passo significativo, embora os destaques e emendas apresentados pela oposição ainda precisem ser analisados.
A aprovação do projeto na ALMG representa o fim de uma “novela” política que tomou conta do Legislativo mineiro nos últimos meses. A proposta de privatização da Copasa foi um dos temas mais polêmicos, com ampla divisão entre os parlamentares. Para o governo estadual, a venda da companhia representa uma forma de equilibrar as finanças públicas e investir em outros setores essenciais. No entanto, críticos argumentam que a privatização pode prejudicar o acesso à água e ao saneamento básico, serviços que são essenciais para a população mineira.
Com a aprovação do projeto, o governo de Minas agora está autorizado a dar continuidade ao processo de privatização da Copasa, que pode incluir a venda de ações ou a concessão dos serviços prestados pela empresa.


