Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais, em parceria com a Universidade Estadual de Montes Claros, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro e o Instituto Internacional para Sustentabilidade, acende um sinal de alerta sobre os impactos da mineração na Serra do Espinhaço, considerada a segunda maior cadeia de montanhas da América do Sul, conhecida por sua riqueza ambiental e diversidade biológica.
Número elevado de projetos preocupa pesquisadores na Serra do Espinhaço
O estudo analisou um total de 3.668 projetos minerários, sendo 1.360 em estágio avançado e outros 2.308 ainda em fase de implementação. Segundo os pesquisadores, a dimensão dessas iniciativas representa um risco significativo para o equilíbrio ambiental da região.
A expansão da atividade minerária, sem planejamento adequado, pode comprometer não apenas a biodiversidade local, mas também recursos naturais essenciais, como a disponibilidade de água.
Biodiversidade e serviços ambientais estão ameaçados
De acordo com os cientistas, os impactos vão além da fauna e flora. A região desempenha papel fundamental na oferta de serviços ecossistêmicos, incluindo regulação hídrica, manutenção do solo e equilíbrio climático.
A pressão sobre esses sistemas pode gerar efeitos em cadeia, afetando comunidades, atividades econômicas e a sustentabilidade a longo prazo.
Pesquisa reforça necessidade de medidas urgentes
Os resultados do estudo, publicado na revista Science of the Total Environment, indicam a necessidade de ações imediatas para garantir a preservação da área.
Entre as recomendações está a criação de estratégias que conciliem desenvolvimento econômico com conservação ambiental, evitando danos irreversíveis a um dos ecossistemas mais relevantes do Brasil.


