sexta-feira, 6 de novembro de 2026
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ANM analisa pedido da Vale para desinterditar Mina de Viga, em Congonhas

Pedido de desinterdição da Mina de Viga, em Congonhas, segue sob análise da ANM após vazamento de água e sedimentos registrado em janeiro de 2026

Por Raquel Luciano18 de setembro de 2026 · 13:16Leitura de 2 min
Pedido de desinterdição da Mina de Viga, em Congonhas, segue sob análise da ANM após vazamento de água e sedimentos registrado em janeiro de 2026
Imagem: Divulgação – Pedido de desinterdição da Mina de Viga, em Congonhas, segue sob análise da ANM após vazamento de água e sedimentos registrado em janeiro de 2026

A Vale solicitou à Agência Nacional de Mineração (ANM) a desinterdição da Mina de Viga, em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. O pedido está sendo analisado pelo órgão enquanto uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) cobra providências relacionadas à segurança e à recuperação ambiental da área afetada por um vazamento de água e sedimentos ocorrido em janeiro de 2026. As informações são da Agência Minera Brasil.

A eventual retomada das atividades ainda depende de uma série de verificações técnicas. Até o momento, a ANM não autorizou a liberação da estrutura.

ANM avalia condições da Mina de Viga antes de decidir

De acordo com a Agência Nacional de Mineração, o processo continua em fase de análise. Técnicos deverão realizar inspeções presenciais e avaliar os documentos apresentados pela Vale antes de qualquer decisão.

Entre os critérios considerados estão a estabilidade da operação, o estado das estruturas existentes, o funcionamento dos sistemas de drenagem e o acompanhamento das condições da área. A ANM ainda não estabeleceu uma decisão definitiva sobre o pedido apresentado pela mineradora.

Paralelamente à análise administrativa, o caso também tramita na Justiça Federal. O MPF quer que seja contratada uma auditoria técnica independente para acompanhar as ações de recuperação e verificar as condições de segurança do local.

MPF quer monitoramento contínuo da área afetada

Na ação civil pública, o Ministério Público Federal também solicita a implantação de um plano permanente de fiscalização e monitoramento enquanto o processo estiver em andamento. A proposta busca acompanhar a recuperação dos pontos atingidos e as condições de segurança da estrutura.

A Vale declarou que ainda não foi oficialmente comunicada sobre a ação judicial. A empresa afirmou que mantém diálogo com o MPF em busca de uma solução extrajudicial para o caso da Mina de Viga.

Segundo a mineradora, as tratativas ocorrem após um acordo firmado em agosto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Governo de Minas. A empresa também informou que continua executando ações destinadas à recuperação da área atingida pelo vazamento.

O Governo de Minas, por meio da Advocacia-Geral do Estado (AGE) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), afirmou que não comenta processos que ainda estão em tramitação. O Estado informou que apresentará sua manifestação nos autos quando for oficialmente intimado.