A mineradora Vale anunciou a suspensão das operações nas minas de Fábrica, em Ouro Preto, e Viga, em Congonhas, após o registro de extravasamentos de estruturas no último domingo (25). A decisão vem após a Prefeitura de Congonhas determinar a interrupção dos alvarás de funcionamento das atividades minerárias no município, em uma ação imediata para conter possíveis danos ambientais.
Suspensão das operações da Vale e exigências da Prefeitura de Congonhas
Em resposta ao incidente, a Prefeitura de Congonhas exigiu que a Vale adote medidas emergenciais de controle, monitoramento e mitigação ambiental. A mineradora, por sua vez, afirmou que colaborará com as autoridades e prestará os devidos esclarecimentos, reforçando que as barragens da região estão, segundo a empresa, em condições de estabilidade e segurança.
Contudo, a Prefeitura deixou claro que as atividades econômicas no município, como a emissão de notas fiscais, estão suspensas até que a empresa apresente laudos de estabilidade e segurança das estruturas e a apuração dos impactos ambientais, especialmente sobre cursos d’água, fauna e biodiversidade.
No que diz respeito ao extravasamento dos rejeitos, o incidente afetou diretamente o rio Maranhão, um afluente do Rio Paraopeba. A Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmou que não houve rompimento de barragens ou pilhas de rejeitos, mas o extravasamento de estruturas de drenagem foi reconhecido. A ANM afirmou que técnicos estão monitorando a situação e apurando as responsabilidades, com a possibilidade de aplicação de sanções caso sejam identificadas irregularidades.


