A destruição de dezenas de dragas durante a Operação Nêmesis, realizada no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), abriu uma nova frente de discussão. Advogados que representam cooperativas ligadas ao garimpo passaram a questionar os critérios utilizados pelas forças de segurança para definir quais embarcações seriam inutilizadas.
Segundo os representantes, algumas das estruturas atingidas teriam documentação que permitiria a operação e, no momento da ação, não estariam realizando atividades de extração de ouro. As alegações foram divulgadas por meio de vídeos publicados nas redes sociais.
Dragas destruídas no Rio Madeira entram no centro da discussão
De acordo com os advogados, parte das embarcações estaria parada quando os agentes chegaram à região. Outras, conforme a versão apresentada pelas defesas, estariam apenas navegando pelo trecho do Rio Madeira.
Os representantes das cooperativas afirmam que existem dúvidas sobre a análise feita antes da destruição das estruturas e querem esclarecimentos sobre quais documentos e informações foram considerados para classificar cada embarcação como irregular.
A principal contestação está relacionada à situação individual das dragas. Os advogados defendem que seria necessário verificar se cada estrutura possuía autorização válida e qual era sua atividade no momento da fiscalização.
As declarações, entretanto, correspondem à versão apresentada pelos representantes das cooperativas. Até o momento, elas não comprovam que todas as embarcações atingidas pela operação estavam regularmente licenciadas ou autorizadas a realizar atividades de mineração.
Operação Nêmesis mira exploração ilegal de ouro
A Operação Nêmesis foi deflagrada com o objetivo de combater a exploração ilegal de ouro no Rio Madeira. A ação envolve forças de fiscalização e segurança e busca atingir estruturas utilizadas em atividades consideradas irregulares na região.
A discussão sobre a destruição das dragas agora coloca em lados opostos os questionamentos apresentados pelas defesas e a atuação das autoridades responsáveis pela operação.
O caso deverá continuar sendo acompanhado à medida que novos documentos e esclarecimentos sobre a situação das embarcações sejam apresentados. A definição sobre a regularidade de cada draga depende da análise individual das autorizações, licenças e demais documentos relacionados à atividade.


