Por que as empresas morrem

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As empresas representam uma mola propulsora para o desenvolvimento e, principalmente, para a geração de emprego e renda em qualquer país. No Brasil não é diferente. Sua importância social e econômica é confirmada por índices estatísticos, divulgados por entidades, tal como o Sebrae, que demonstra o grande percentual de mão de obra ocupada.

Entretanto, a maioria dos novos empreendimentos não completa três anos de atividade. Estudos demonstram que para cada 100 empresas criadas, 60 não completam o terceiro ano de operação. Vários fatores, tais como: a falta de clientes, falta de capital de giro e à carga tributária elevada podem levar as empresas ao fracasso prematuro.

A inexistência de clientes pode ser causada por um mau ou inexistência de um plano de marketing, realizado antes mesmo do início das atividades. O plano de Marketing é uma peça destinada projetar ações futuras do negócio, como estratégia de vendas, conquista de novos mercados e, às vezes, lançamentos de novos produtos e serviços, visando o seu desenvolvimento.

O capital de giro é o conjunto de bens de uma empresa, formado por recurso monetário, indispensável à sua operação, e representado pelo dinheiro disponível, pelo estoque de produtos e matérias primas e pelas contas a receber. A falta de capital de giro, poderá ocorrer por causa de uma ineficiente gestão financeira.

A carga tributária, por sua vez, pode estar fora de controle. O empreendedor deverá, no primeiro momento, conhecer quais impostos, contribuições e taxas seu negócio está sujeito. Desta forma, poderá realizar um bom planejamento tributário. Prever os efeitos dos tributos e contribuições de competência da união, dos estados e dos municípios sobre as atividades da empresa, analisando cada operação do ponto de vista de seu impacto fiscal, é imprescindível para a sua redução e consequentemente contribuirá para o sucesso do negócio.

O nascimento das empresas

É indispensável dizer que as empresas morrem porque nascem. Mas, eis aí o “X” da questão, na nossa opinião! Será que ela, realmente, está preparada para nascer? Ou seja, o empreendedor realizou pesquisas e verificou a viabilidade de seu negócio, bem como a sua capacidade e competência pessoal para empreender? Esta postura é recomendada para quem deseja empreender e concorrer em condições de igualdade em um ambiente de negócios cada vez mais globalizado e competitivo.

Reginaldo Calixto é administrador, empreendedor, MBA em Gestão Estratégica de Negócios. Foi, em Itabira, Vice-Prefeito e Secretário de Desenvolvimento Econômico, além de provedor do Hospital Nossa Senhora das Dores e Presidente da Associação Industrial e Comercial de Itabira (Acita).
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