Reginaldo Calixto: Empresa familiar

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No atual mundo dos negócios, a empresa familiar ocupa espaço importante na economia de vários países. No Brasil não é diferente e essas empresas estão crescendo e se internacionalizando.

Em um primeiro momento, o empreendedor inicia um negócio dividindo com sua companheira algumas tarefas. Posteriormente, os filhos e parentes próximos são envolvidos nas atividades, criando-se, assim, uma empresa familiar.

As organizações familiares conseguem garantir forças fundamentais para o seu sucesso e apresentam importantes vantagens, como: interesses comuns, confiança mútua, facilidade na comunicação e autoridade reconhecida. No entanto, além das dificuldades externas – concorrência, carga tributária elevada, falta de capital de giro, falta de crédito – também, lidar com a administração, confusão entre laços familiares e profissionais, bem como a sucessão da organização, são exemplos de conflitos internos que podem ocorrer.

O avanço da tecnologia e a necessidade cada vez de mais inovação em todos os segmentos de negócios exigem profissionalização na administração. Determinadas situações demandam a contratação de profissionais fora do grupo familiar. Todavia, o desejo de manter a gestão do negócio “em família” e o receio de perder o controle inibem a abertura da gestão de grande parte das empresas familiares. Dessa forma, o apego à administração tradicional e o continuísmo poderão prejudicar a inovação, dificultar o crescimento e colocar em risco a continuidade das atividades.

Os membros de uma empresa familiar têm que mostrar inteligência e visão de negócios para não confundirem os laços familiares ou mesmo afetivos com os profissionais. Muitos gestores não resistem à tentação de seguir em um estilo de administração, excessivamente, paternalista em relação aos seus empregados, membros da família. Irregularidades, inclusive em casos de desvios, voluntários ou não, de recursos da empresa acabam “ficando debaixo do tapete”. Punição exemplar é indicada para lidar com tais situações.

A sucessão em uma empresa familiar é uma decisão que exige preparo e por esse motivo é adiada por tempos, até ser tarde demais. Por outro lado, mesmo que o processo de sucessão tenha sido preparado e bem conduzido, não é garantia de sucesso, pois muitas empresas não resistem à saída de seu fundador. Portanto, para que a sucessão transcorra dentro da normalidade é essencial que haja um planejamento prévio e isso deve ser tratado antecipadamente e, de preferência, enquanto o fundador ainda estiver vivo e atuante.

As empresas familiares têm um significado expressivo no mercado mundial – inclusive algumas são lideres em seus respectivos segmentos de atuação – o que demonstra que podem ser modernas e competitivas, mesmo com forte presença familiar no seu controle e no seu quadro de funcionários. Portanto, empreendimento familiar pode ser uma excelente oportunidade de ingresso no mundo dos negócios, geração de emprego e renda.

Reginaldo Calixto
Administrador, empreendedor, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, foi Vice-Prefeito e Secretário de Desenvolvimento Econômico do município de Itabira.

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