O presidente da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Flaviano Ventorim, alertou sobre uma grave situação financeira envolvendo o Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga. Segundo Ventorim, a Prefeitura do município acumula uma dívida de R$ 51 milhões com a unidade hospitalar, referente a quatro faturas de repasses em atraso. Embora o atendimento aos pacientes ainda não tenha sido afetado, ele destacou que a falta de repasses coloca em risco a operação do hospital, um dos principais centros de saúde da região.
Investimentos e desafios para o futuro do Hospital Márcio Cunha
Ventorim ressaltou que 2025 tem sido um ano de grandes investimentos no Hospital Márcio Cunha, com obras de reforma e ampliação em diversos setores da unidade. Entre as melhorias planejadas para 2026 estão a reforma de quartos, a instalação de um segundo equipamento de hemodinâmica, a substituição de um dos aparelhos de radioterapia e outras renovações estruturais.
Apesar do cenário de dificuldades financeiras, o presidente destacou que o hospital continua cumprindo o contrato de prestação de serviços e ampliando a oferta de atendimentos à população, especialmente em áreas de alta complexidade. Um dos principais focos de investimento está na ampliação dos serviços de oncologia, em resposta ao crescente número de casos da doença.
Expectativa de agravamento da dívida
A situação da dívida, no entanto, segue sendo um grande obstáculo. Ventorim indicou que, caso não haja solução para o impasse, o débito com a Prefeitura pode alcançar R$ 71 milhões até o final do ano. A FSFX segue buscando alternativas, como a captação de recursos, para viabilizar a continuidade dos serviços essenciais, principalmente nas áreas de urgência e emergência.
Em relação à cobrança da dívida, Ventorim afirmou que a judicialização é considerada como última opção. No entanto, ele não descartou essa possibilidade, caso o problema não seja resolvido rapidamente. A FSFX está cumprindo todos os procedimentos formais de comunicação com a Prefeitura, mas, se os prazos não forem atendidos, a judicialização pode se tornar inevitável.
“Estamos cientes das dificuldades orçamentárias da Prefeitura, mas não podemos operar um hospital de alta complexidade como o Márcio Cunha sem uma solução efetiva para essa inadimplência”, concluiu Ventorim.


