Urânio no Brasil avança com consórcio escolhido pelo BNDES para estudar 5 áreas

Publicado em

O Brasil deu mais um passo para ampliar os estudos sobre exploração de urânio. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) escolheu o Consórcio VGLHH como vencedor da disputa para estruturar uma parceria privada com as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

O grupo terá a missão de desenvolver estudos e apresentar, até o segundo trimestre de 2027, uma proposta de modelo de negócio para a exploração mineral dentro dos cenários estabelecidos pelo Programa Pró-Urânio.

A contratação terá duração de três anos, com o início dos trabalhos previsto para outubro. A primeira etapa será dedicada ao alinhamento entre as empresas que integram o consórcio e as instituições envolvidas para definir o cronograma das atividades.

Urânio será estudado em cinco áreas do país

O edital contempla cinco regiões consideradas no processo de avaliação. As áreas estão localizadas em Goiás, Paraíba, Paraná, Tocantins e Bahia.

Entre elas estão Amorinópolis, abrangendo Amorinópolis e Iporá, em Goiás; Espinharas, em São José de Espinharas, na Paraíba; Figueiras, em Sapoema, no Paraná; Rio Preto, que envolve Cavalcante e Colinas do Sul, em Goiás, além de Arraias, no Tocantins; e Lagoa Real, em Caetité, na Bahia.

A análise deverá considerar diferentes aspectos antes da definição de um eventual modelo de exploração. Entre os temas previstos estão características geológicas das áreas, questões jurídicas e regulatórias, estrutura econômico-financeira, impactos socioambientais, comportamento do mercado e efeitos sociais.

A seleção ocorreu após uma concorrência que reuniu cinco consórcios. As propostas foram avaliadas levando em consideração critérios técnicos e de preço.

Consórcio reúne empresas de diferentes setores

O grupo vencedor é liderado pela Vallya Advisors Assessoria Financeira Ltda. e reúne ainda a GE21 Consultoria Mineral, o escritório Lefosse Advogados, a Harpia Consultoria Ambiental e de Gerenciamento de Projetos e a Harpia Group AG.

A contratação foi conduzida pelo BNDES em conjunto com a INB e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).

A partir dos estudos, o consórcio deverá avaliar diferentes possibilidades para a estruturação da parceria e apresentar um modelo de negócio dentro das diretrizes estabelecidas pelo Programa Pró-Urânio.

O movimento ocorre em meio ao interesse do país em ampliar o conhecimento e o aproveitamento de seus recursos minerais estratégicos, especialmente aqueles relacionados à cadeia nuclear. Neste momento, porém, o trabalho contratado está concentrado na realização dos estudos e na estruturação de cenários para as áreas incluídas no edital.

Matérias Relacionadas

SITECH e Nokia unem forças para levar inteligência artificial às máquinas da mineração no Brasil

SITECH e Nokia desenvolvem soluções de inteligência artificial para mineração e construção, com aplicações em segurança, consumo de combustível e operação remota de máquinas

Terras raras avançam por 6,5 km² e ampliam potencial de projeto australiano no Tocantins

Alvo Minerals identifica continuidade da mineralização em 6,5 km² no Projeto Bluebush, com resultados de sondagem que incluem disprósio e térbio

Aperam completa 82 anos de olho nos desafios do mercado brasileiro de siderurgia

CEO Rodrigo Villela destaca os desafios da siderurgia nacional, o baixo consumo de aço inoxidável no Brasil e os três reconhecimentos conquistados pela Aperam

Mineradora canadense investe US$ 1,1 milhão e amplia área para projeto de sílica na Bahia

Homerun Resources compra 442,7 hectares em Belmonte, na Bahia, por US$ 1,1 milhão e amplia área destinada a projetos de sílica de alta pureza e fabricação de vidro solar

últimas Matérias

CFEM pode aumentar arrecadação em até 30% com novo cruzamento de dados da ANM

Novo cruzamento de dados da ANM pode identificar diferenças nos pagamentos da CFEM, ampliar a arrecadação mineral e fortalecer as receitas dos municípios

SGB terá R$ 1,2 bilhão até 2030 para ampliar pesquisas sobre minerais no Brasil

O SGB terá R$ 1,2 bilhão até 2030 para ampliar levantamentos aerogeofísicos, geoquímicos e mapeamento das províncias minerais brasileiras

Gerdau encerra produção de aço em Divinópolis e aponta perda de competitividade

Gerdau encerra produção de aço em Divinópolis, citando custos, importações e cenário internacional como fatores para a perda de competitividade da unidade

SGB lança plataforma com 5 milhões de dados geocientíficos e busca por inteligência artificial

SGB lança o GeoBusca, plataforma com 5 milhões de dados geocientíficos que facilita a busca por pesquisas sobre minerais, água e território brasileiro