Forças Armadas passarão a combater garimpo ilegal em terras indígenas

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O Ministério da Defesa passará a atuar na execução de ações preventivas e repressivas contra contra o garimpo ilegal e o enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, em território Yanomami. O Governo Federal publicou, nesta quinta-feira 22 de junho, o decreto que altera a atuação do órgão, antes responsável apenas por fornecer dados de inteligência e transporte aéreo e logístico.

A pasta, que reúne Exército, Marinha e Aeronáutica, vai atuar contra os crimes nas fronteiras e ambientais na região terrestre e também nos rios e lagos. Os militares atuarão nas ações de patrulhamento, revista de pessoas, veículos terrestres, embarcações e aeronaves, e de prisões em flagrante.

O general do Exército, Ricardo Costa Neves, que já atua na região, diz que as Forças Armadas iniciaram a nova etapa da operação Ágata Fronteira Norte, na região do Território Yanomami. “Com a operação Ágata, nós realizaremos mais ações de caráter operacional e teremos mais tropas desdobradas no terreno.”

Segundo o Ministério da Defesa, já foram deslocados para a operação 1,2 mil militares, 17 aeronaves, um navio-patrulha fluvial e cinco lanchas blindadas. “Nós aumentamos significativamente o efetivo, tanto da Marinha do Brasil, quanto do Exército, quanto da Força Aérea, de forma que tenhamos o poder de combate e a capacidade de nos fazermos presentes nos principais pontos da terra indígena, dentro da faixa de fronteira, garantindo e combatendo os delitos transfronteiriços e os crimes ambientais”, explicou o general.

Controle

Antes do atual decreto, a atuação direta no território Yanomami estava sob a responsabilidade da Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A exceção era o espaço aéreo que estava sob o comando da Aeronáutica.

O acesso de pessoas ao território Yanomami permanece sendo controlado por medidas dos Ministérios da Saúde e dos Povos Indígenas, para o controle da transmissão de doenças. Além das novas formas de atuação, foram mantidas as ações previstas no decreto anterior. As informações são da Agência Brasil.

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