A empresa australiana Harvest Minerals anunciou a expansão de seu portfólio mineral no Brasil com a aquisição de oito projetos voltados à pesquisa de terras raras. A operação envolve 27 direitos minerários distribuídos em seis regiões do país e amplia a presença da companhia em áreas consideradas promissoras para a exploração desses minerais estratégicos.
Os ativos pertenciam à Scanty Mineração Ltda., antiga subsidiária da australiana Union Star Metals, e estão localizados nos estados do Paraná, São Paulo, Ceará, Bahia e Minas Gerais.
Terras raras impulsionam novos investimentos em pesquisa mineral
Entre as áreas adquiridas estão projetos localizados em Cerro Azul (PR), Capão Bonito (SP), Itapeva (SP), Sguario (SP), Mucambo (CE) e Guaratinga (BA e MG). Parte desses ativos está inserida no Complexo Alcalino de Poços de Caldas e na Província de Terras Raras da Bahia, regiões conhecidas pelo potencial geológico para minerais como nióbio, fosfato, bauxita e elementos de terras raras.
Segundo a Harvest Minerals, os projetos de Capão Bonito e Sguario apresentam estágio mais avançado de desenvolvimento. Trabalhos de campo realizados nessas áreas identificaram concentrações de terras raras acima dos níveis normalmente encontrados na superfície, indicando potencial para novas pesquisas.
A empresa destaca, no entanto, que a aquisição dos projetos não significa o início imediato da mineração. Os direitos minerários autorizam apenas atividades de pesquisa, como levantamentos geológicos, coleta de amostras e sondagens para avaliar a existência e a viabilidade econômica de possíveis jazidas.
Projetos ainda dependem de estudos antes de virar minas
Apesar do interesse crescente por terras raras, a Harvest Minerals informou que os ativos ainda não possuem estimativas formais de recursos minerais, campanhas completas de sondagem ou estudos de viabilidade econômica.
As próximas etapas serão voltadas ao aprofundamento das pesquisas nas áreas consideradas mais promissoras. Somente após a conclusão dos estudos técnicos e a obtenção das autorizações exigidas pelos órgãos competentes será possível avaliar a implantação de operações de lavra.
As terras raras correspondem a um grupo de 17 elementos químicos essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia, como motores elétricos, turbinas eólicas, baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. Embora sejam relativamente abundantes na natureza, a exploração comercial depende da identificação de jazidas economicamente viáveis e de processos complexos de separação e beneficiamento.


