sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Cidades e Minerais
Brasil e Política

Amazônia Legal recebeu R$ 40,4 bilhões em investimentos, mas ainda não produz minerais estratégicos essenciais

A Amazônia Legal recebeu R$ 40,4 bilhões em investimentos na mineração entre 2006 e 2024, mas estudo da ANM aponta que minerais estratégicos como cobalto, terras raras e potássio ainda não são produzidos na região

Por Raquel Luciano27 de julho de 2026 · 10:32Leitura de 2 min
A Amazônia Legal recebeu R$ 40,4 bilhões em investimentos na mineração entre 2006 e 2024, mas estudo da ANM aponta que minerais estratégicos como cobalto, terras raras e potássio ainda não são produzidos na região
Imagem: C&M – A Amazônia Legal recebeu R$ 40,4 bilhões em investimentos na mineração entre 2006 e 2024, mas estudo da ANM aponta que minerais estratégicos como cobalto, terras raras e potássio ainda não são produzidos na região

A Amazônia Legal concentra parte significativa da atividade mineral brasileira e responde por uma parcela expressiva do valor gerado pelos minerais estratégicos no país. Mesmo com esse protagonismo, a região ainda enfrenta desafios para diversificar sua produção, conforme aponta um estudo divulgado pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

O levantamento revela que, embora a exploração esteja fortemente concentrada em minério de ferro, bauxita, cobre e ouro, minerais considerados fundamentais para o desenvolvimento de setores estratégicos, como cobalto, terras raras e potássio, ainda não são produzidos na região.

Amazônia Legal reúne dados sobre investimentos e produção mineral

Intitulado “Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos – Diagnóstico Setorial”, o estudo apresenta um panorama da atividade mineral na região, reunindo informações sobre direitos minerários, produção, investimentos, arrecadação de royalties, comércio exterior e os principais projetos em andamento.

O material foi elaborado pela Superintendência de Economia Mineral e Geoinformação (SEG) da ANM e tem como objetivo contribuir para os debates relacionados à construção de uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Os dados mostram que, entre 2006 e 2024, foram aplicados R$ 40,4 bilhões em minas e usinas de beneficiamento de minerais estratégicos na Amazônia Legal, desconsiderando os investimentos destinados ao minério de ferro. Somente em 2024, os maiores aportes foram direcionados ao cobre (31,3%), níquel (19,8%), alumínio (18,7%), ouro (17,2%) e manganês (11,3%).

Estudo aponta ausência de minerais considerados estratégicos

Além dos investimentos em produção, o levantamento informa que a pesquisa mineral recebeu R$ 4,9 bilhões entre 2003 e 2024. A maior parte desses recursos foi destinada à exploração de ouro, que concentrou 65,8% dos investimentos, seguida pelo cobre, com 19,1%.

Apesar desse volume de recursos, o diagnóstico destaca que a Amazônia Legal ainda não possui produção de minerais considerados estratégicos para o futuro da indústria e da transição energética, como potássio, terras raras e cobalto. Segundo a ANM, esse cenário reforça a necessidade de ampliar os estudos e incentivar novos projetos voltados à diversificação da atividade mineral na região.