A mineração brasileira está prestes a ganhar novas máquinas da mineração e segurança operacional. A SITECH e a Nokia anunciaram uma parceria estratégica para introduzir soluções de Inteligência Artificial Física (Physical AI) nas atividades de mineração e construção pesada no país, com tecnologias capazes de permitir que máquinas interpretem o ambiente, processem dados e executem ações de maneira inteligente.
A iniciativa combina a experiência da SITECH em equipamentos pesados, teleoperação e mineração autônoma com as plataformas tecnológicas da Nokia. A proposta é avançar na transformação de operações conectadas em estruturas capazes de tomar decisões com maior autonomia e precisão.
As empresas pretendem desenvolver e comercializar soluções em conjunto, aproveitando a presença da SITECH junto a importantes companhias do setor mineral brasileiro.
Inteligência artificial na mineração terá três aplicações iniciais
A estrutura tecnológica da parceria reúne a plataforma Nokia Cognitive Operations (NCO) e o Cognitive Edge Node (CEN). Este último funciona como um componente central da arquitetura, integrando diferentes formas de conectividade, incluindo redes celulares, satélite e Wi-Fi Mesh.
O sistema foi projetado para manter a disponibilidade dos dados em tempo real, reduzindo pontos únicos de falha e oferecendo infraestrutura para aplicações que dependem de processamento contínuo de informações.
A SITECH ficará responsável pela comercialização das soluções, engenharia de aplicação, integração dos sistemas, comissionamento e suporte técnico local.
Entre as primeiras aplicações previstas estão três frentes consideradas estratégicas para as operações industriais:
- Detecção de fadiga: tecnologia já validada em prova de conceito (PoC), com previsão de expansão para contribuir com a prevenção de acidentes e incidentes operacionais.
- Monitoramento de combustível: análise em tempo real e preditiva do consumo, permitindo identificar desperdícios e melhorar o planejamento das atividades.
- Teleoperação de equipamentos: controle remoto de máquinas pesadas, possibilitando afastar trabalhadores de ambientes e situações de maior risco.
Detecção de fadiga deve chegar às operações em dezembro de 2026
A primeira solução a avançar para uma implantação ampliada será a de detecção de fadiga. As empresas preveem iniciar novas instalações em dezembro de 2026, depois da validação da tecnologia em prova de conceito.
A ferramenta busca contribuir para a segurança das operações por meio da identificação de sinais de cansaço, permitindo ações preventivas antes que situações de risco evoluam para incidentes.
Além da segurança, a análise inteligente do consumo de combustível e o controle remoto de equipamentos representam oportunidades para melhorar a eficiência e reduzir a exposição de trabalhadores a áreas perigosas.
Os projetos conjuntos já estão em desenvolvimento e poderão ultrapassar as fronteiras brasileiras, com potencial de expansão para outros mercados da América Latina.


