A Vale planeja elevar sua produção anual de cobre de aproximadamente 380 mil para 700 mil toneladas até 2035. A estratégia prevê um crescimento de cerca de 84% no volume produzido e coloca a região de Carajás, no Pará, em posição de destaque nos planos de expansão da mineradora.
A informação foi divulgada pelo portal InfoMoney na quinta-feira (15), com base em declarações do presidente da companhia, Gustavo Pimenta, durante um evento do setor realizado em Londres. A meta sinaliza a intenção da empresa de ampliar sua presença em um mercado considerado estratégico para a indústria e para a transição energética.
Vale aposta em Carajás para ampliar produção de cobre
A região de Carajás, conhecida pela relevância de suas operações minerais no Pará, deverá ter participação central no crescimento planejado pela Vale. A expansão da produção de cobre reforça a importância dos ativos da companhia na região para os próximos anos.
Segundo as declarações atribuídas a Gustavo Pimenta, a operação de cobre da mineradora ainda é subestimada pelo mercado. A avaliação da empresa é de que existe potencial para ampliar sua atuação nesse segmento, que atende a diferentes cadeias industriais.
O cobre é utilizado em redes elétricas, equipamentos eletrônicos, infraestrutura e tecnologias de geração e distribuição de energia. A demanda pelo metal também está associada à eletrificação dos transportes e à expansão de sistemas energéticos, fatores que ampliam seu peso nas estratégias de empresas de mineração.
Meta de 700 mil toneladas coloca cobre no centro da estratégia da Vale
A passagem de 380 mil para 700 mil toneladas anuais representa um acréscimo de aproximadamente 320 mil toneladas na produção da Vale até 2035. O objetivo exige ampliar a capacidade produtiva e aproveitar oportunidades de crescimento nas operações da companhia.
A meta também evidencia a intenção da mineradora de fortalecer sua participação em um segmento diferente do minério de ferro, tradicionalmente associado à sua atuação. Com Carajás no centro dessa estratégia, o desempenho dos projetos de cobre na região será importante para acompanhar o avanço dos planos anunciados.
O cronograma até 2035 estabelece um horizonte de longo prazo para essa expansão. O alcance do objetivo dependerá da execução dos projetos e das condições operacionais e de mercado ao longo dos próximos anos.


