O governo federal colocou em marcha uma estratégia de longo prazo para ampliar o conhecimento sobre o subsolo brasileiro e identificar áreas com potencial para minerais considerados críticos e estratégicos. A iniciativa prevê investimentos estimados em cerca de R$ 3,3 bilhões ao longo de dez anos e deverá orientar onde os levantamentos geofísicos terão prioridade.
O projeto foi apresentado na segunda-feira (28) e é resultado de uma ação conjunta entre o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Ministério de Minas e Energia (MME). A intenção é produzir uma quantidade maior de informações sobre o território nacional e disponibilizar esses dados para apoiar futuras pesquisas e decisões relacionadas ao setor mineral.
Plano Decenal de Geofísica define regiões prioritárias
Batizado de Plano Decenal de Geofísica, o programa estabelece uma programação para os levantamentos que serão realizados durante a próxima década. A estratégia prevê começar por localidades onde já existem registros de ocorrências minerais ou sinais que indiquem potencial para novas descobertas.
Entre as regiões apontadas como prioritárias estão a Província Borborema, o Arco Magmático de Goiás, o Alto Paranaíba e o Quadrilátero Ferrífero. O mapeamento dessas áreas pretende aprofundar o entendimento sobre suas características geológicas e ampliar a base de informações disponível para a pesquisa mineral.
A iniciativa está relacionada principalmente à busca por minerais críticos e estratégicos, cuja importância tem crescido diante da demanda por novas tecnologias, transição energética e cadeias industriais consideradas estratégicas.
Consulta pública poderá alterar prioridades dos levantamentos
O planejamento ainda deverá passar por consulta pública, abrindo espaço para contribuições de empresas, associações e outras organizações ligadas ao setor. Os participantes poderão apresentar sugestões sobre as áreas que deveriam receber atenção nos próximos levantamentos.
De acordo com o SGB, a ampliação dos dados públicos sobre o subsolo brasileiro pode contribuir para diminuir as incertezas presentes nas etapas iniciais da pesquisa mineral. A expectativa é que informações geológicas mais detalhadas ajudem investidores e empresas a avaliar oportunidades com maior previsibilidade antes de avançarem para projetos de exploração.
Com horizonte de dez anos e orçamento estimado em R$ 3,3 bilhões, o plano representa uma aposta na geração de conhecimento geológico como ferramenta para orientar futuras pesquisas e ampliar o potencial de aproveitamento dos recursos minerais brasileiros.


