Tocantins pode virar centro de nova corrida mineral no Brasil

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O Tocantins pode ganhar espaço na expansão da produção de urânio no Brasil. A região de Rio Preto, localizada no município de Arraias, na divisa com Goiás, está entre cinco províncias minerais selecionadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB) para possíveis projetos que envolvam empresas privadas na pesquisa e exploração do mineral.

A movimentação faz parte de uma estratégia federal para ampliar os investimentos no setor e buscar novas reservas de urânio. Caso os modelos de parceria avancem, a região de Arraias poderá entrar em uma nova etapa de estudos e atividades voltadas ao aproveitamento de seu potencial mineral.

Urânio entra no radar de investimentos privados

A seleção das áreas está relacionada ao Programa Pró-Urânio, criado em 2024 pela INB em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).

A proposta é utilizar capital privado para fortalecer a etapa de pesquisa mineral, identificar novas jazidas e criar condições para elevar futuramente a produção brasileira de urânio.

Atualmente, a cadeia produtiva do combustível nuclear permanece concentrada na INB. Dentro da estratégia de abertura para investimentos, o BNDES selecionou um consórcio liderado pela Vallya Advisors para desenvolver alternativas de negócios que possam viabilizar a participação de empresas privadas.

Os estudos deverão levar em consideração uma série de fatores antes da definição dos modelos, incluindo características geológicas das áreas, legislação, regras do setor, aspectos econômicos, ambientais e impactos sociais.

Cinco províncias podem participar da expansão

Além de Rio Preto, em Goiás e Tocantins, outras quatro regiões foram apontadas como potenciais áreas para os futuros modelos de parceria. A lista inclui Amorinópolis, em Goiás; Espinharas, na Paraíba; Figueiras, no Paraná; e Lagoa Real, na Bahia.

A presença de Rio Preto entre as áreas avaliadas coloca Arraias e o Tocantins no radar de uma possível expansão da mineração de urânio no país.

Por enquanto, a inclusão na lista não significa que novos projetos de produção já estejam autorizados ou em operação. A definição dos modelos de parceria e os estudos necessários ainda fazem parte das próximas etapas da estratégia, que busca ampliar o conhecimento sobre as reservas brasileiras e atrair recursos para o desenvolvimento do setor.

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