A Prefeitura de Itabira e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) avançam na atualização do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), documento que deverá orientar as ações de prevenção e contenção de desastres no município pelos próximos dez anos.
Como parte do trabalho, nos dias 10 e 11 de setembro, o auditório do Paço Municipal receberá uma capacitação destinada a servidores públicos e lideranças comunitárias. A iniciativa busca formar multiplicadores para atuação na gestão de riscos e é coordenada pela Defesa Civil de Itabira, em articulação com o Ministério das Cidades, por meio do programa Periferia Sem Risco.
A UFOP é responsável pelos levantamentos de campo, estudos geotécnicos e pela estruturação do diagnóstico, em parceria com a Fiotec e sob supervisão do Ministério das Cidades. Em julho, moradores dos bairros Clóvis Alvim II, Madre Maria, Gabiroba e Pedreira participaram de oficinas comunitárias promovidas pela Defesa Civil para identificar pontos críticos e reunir informações sobre o histórico de ocorrências nas regiões.
A coordenadora da Defesa Civil de Itabira, Nilma Macieira, destacou a importância da participação da população no processo. “O PMRR é essencial para Itabira mapear áreas de risco e agir antes de desastres. As oficinas mostraram a importância de ouvir os moradores, que conhecem a realidade de cada bairro. Essas contribuições tornam o diagnóstico mais consistente e orientam o planejamento da Defesa Civil para os próximos dez anos”.
O levantamento preliminar identificou 77 setores de vulnerabilidade em Itabira, sendo 37 classificados como de risco médio, 32 de risco alto e oito de risco muito alto. Segundo o mapeamento, 186 edificações e cerca de 774 moradores estão expostos a processos geo-hidrológicos.
A maior concentração de pontos identificados está nos bairros Pedreira e Gabiroba, seguidos por Clóvis Alvim II e Nossa Senhora das Oliveiras.
A última revisão do PMRR havia sido realizada em 2014. A atualização atual ocorre por meio de uma cooperação governamental que possibilitou o suporte técnico da UFOP. A iniciativa representa uma economia estimada em R$ 2 milhões aos cofres públicos, uma vez que evita a contratação de uma consultoria privada para a realização do trabalho.
Após as atividades de formação previstas para os dias 10 e 11 de setembro, os dados consolidados pela UFOP deverão ser apresentados à população durante uma audiência pública.
Paralelamente à atualização do PMRR, Itabira também estruturou o Comitê Municipal de Enfrentamento aos Impactos do El Niño. O grupo reúne diferentes secretarias e órgãos públicos para articular medidas de prevenção, resposta e planejamento diante da possibilidade de eventos climáticos severos associados ao fenômeno.


